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AMD contra-ataca o “Haswell” com novos processadores para desktop

Chips são voltados a sistema de entrada e o mercado de massa, e combinam processadores x86 com GPUs da família Radeon HD 8000.

Mark Hachman, PCWorld EUA

06/06/2013 às 13h59

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A AMD está respondendo à nova linha de processadores Intel Core de 4ª Geração (Haswell) com cinco novas APUs para desktops, parte do que chama de “Série A”, que combinam um processador e uma poderosa GPU baseada na tecnologia Radeon em uma só pastilha.

Os chips das famílias A10, A8 e A6 são voltados ao mesmo segmento de mercado que os processadores Intel Core i3 e Core i5: o mercado de massa, e máquinas “de entrada” com baixo custo. Os preços são correspondentes. Um A6-6400K sai por US$ 77, e o modelo mais poderoso na linha, o A10-6800K sai por US$ 149.

A AMD diz que no geral os processadores desta geração, de codinome Richland, tem desempenho gráfico 21% superior (medido usando o benchmark “Fire Strike” da 3DMark) que a geração atual, de codinome Trinity, graças à GPU Radeon HD 8000 integrada, e são 8% melhores no desempenho geral, medido com o benchmark PCMark 7. 

As APUs Richland são parte do que a AMD chamada de “Elite A-Series”, e serão usadas em PCs produzidos pela Acer e HD. As APUs “Trinity” não irão sumir, pelo menos não por enquanto, de acordo com Adam Kozak, gerente sênior de marketing de produto na AMD. Elas simplesmente coexistirão com os novos modelos.

A AMD é a número 2, e não está gostando

Embora a Intel supere amplamente a AMD em vendas no segmento de desktops (a Intel tem cerca de 80% do mercado de PCs Desktop, considerando o número de processadores vendidos, de acordo com a Mercury Research) a AMD continua firme, se livrando de fábricas e até refinanciando sua sede em um esforço para economizar dinheiro.

A AMD detalhou recentemente três plataformas móveis, batizadas de Temash, Kabini e Richland, em um esforço para alcançar a Intel no segmento de mobilidade. Durante a Computex em Taiwan a AMD detalhou os planos para a versão desktop da Richland. Uma atualização da Kabini, que é projetada para sistemas All in One, também deve ser lançada em 2013, dizem os executivos.

Tempos atrás o desktop era o campo de batalha onde os processadores da Intel e AMD se enfrentavam, sempre tentando superar um ao outro em termos de poder gráfico e desempenho bruto. Hoje, com os desktops em declínio, a AMD está lutando por um segmento menor composto por gamers que podem ou não querer adicionar uma GPU dedicada às suas máquinas no futuro, e onde o preço continua a ser um fator determinante. A empresa também sofreu com alguns tropeços que a fizeram perder terreno na disputa com a Intel, diz Patrick Moorhead, principal analista na Moor Insights and Research.

“A Intel domina o mercado comercial de PCs, então resta à AMD competir diretamente entre os consumidores”, disse Moorhead em um e-mail. “Nesse espaço a AMD tem sofrido com alguns problemas de execução que causaram perda de participação no mercado de desktops e notebooks. Mais especificamente o fato de que a geração anterior, Trinity, chegou ao mercado tarde, e perdeu uma época chave para o mercado nos EUA, as vendas antes da volta às aulas”, disse ele. O predecessor da Trinity, Llano, também sofreu com problemas de produção.

Neste sentido, a AMD tem feito alguns esforços para facilitar a transição de uma geração para a outra. Os novos chips da série A usam o mesmo soquete FM2 que a geração anterior, por exemplo.

Gráficos vendem PCs

Durante anos jogos e gráficos ajudaram a vender PCs, e com a Série A não será diferente. O argumento da AMD é que, por si só, a APU mais poderosa da linha A10 deve superar o desempenho da combinação de um processador Intel Core i5 4670K+ (parte da família Ivy Bridge)  e uma GPU discreta Nvidia GT 630. A AMD também diz a combinação de um A10-6800K com uma AMD Radeon HD 6570 tem desempenho superior ao de um Core i5 4670K+ com a mesma Radeon HD 6570. São benchmarks escolhidos à dedo, claro, mas vale a pena dar uma olhada se você está preocupado em reduzir os custos.

A idéia é que ao longo dos últimos anos o processador, que antes era o foco de todos os esforços de desenvolvimento, ficou em segundo plano em relação à melhoria no desempenho gráfico. “Somos enfáticos quanto à idéia de que arquiteturas equilibradas são o futuro da computação”, disse Kozak. 

Além dos processadores a AMD também irá oferecer memória DDR3-2133 otimizada e uma linha de placas-mãe com soquete FM2 para os gamers que desejem configurar um PC “tunado” basedo em componentes AMD. 

O futuro

Tradicionalmente a “união” de uma GPU e CPU em uma mesma pastilha tem sido apenas no nome. Os chips tinham lógica, bancos de memória e sistemas de paginação separados. A AMD está migrando para um modelo onde a CPU e a GPU compartilham melhor seus recursos, conhecido como “computação heterogênea”. Durante a Computex a AMD mostrou a próxima geração desta tecnologia, conhecida como “Kaveri”, e que deverá chegar ao mercado na segunda metade deste ano.

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