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AMD lança novos chips Ryzen para notebooks e entra em Chromebooks

A AMD acaba de lançar novas CPUs quad-core Rayzen com processadores gráficos Radeon Vega para notebooks. E, novidade, terá chromebooks

Gordon Mah Ung, da PCWorld USA

06/01/2019 às 19h38

CPUs quad-core Rayzen
Foto: AMD/Divulgação

A história de Cinderela da AMD começou em 2018, com desktops e workstations, mas é agora em 2019 que a fabricante de chips vai estender sua participação no mercado de notebooks com novos processadores móveis Ryzen 3000 com processadores gráficos Radeon Vega. E não apenas máquinas Windows vão aproveitar a novidade. A empresa surpreendeu anunciando também componentes para Chromebook.

A nova linha Ryzen vai incluir seis modelos: dois processadores Ryzen 7 quad-cores, dois Ryzen 5 quad-cores, e dois Ryzen 3. Os Ryzen 7 e Ryzen 5 todos possuem multi-threading simétrico (symmetrical multi-threading, ou SMT) que faz com que pareçam ter oito núcleos.

O Ryzen 3 3300 oferece quatro núcleos mas não possui o SMT. O Ryzen 3 3200U mais simples oferece SMT, mas apenas na versão dual-core. Para notebooks mais baratos, a AMD está também anunciando o novo Athlon 300U, com dois núcleos e SMT.

Performance gráfica

Além da variante SMT, a AMD vai usar núcleos GPU para diferenciar os vários processadores. Os chips Ryzen 7 , por exemplo, todos possuem 10 núcleos GPU, enquanto que o sRyzen 5 possuem oito núcleos Radeon Vega. No patamar inferior, no Ryzen 3 3300U, serão seis núcleos de GPU, e no Ryzen 3 3200U e Athlon 300U o número é reduzido a 3 GPUs.

Em termos de performance para games, a AMD está esperando 87 fps (frames por segundo) com o Ryzen 7 3700U e seus 10 núcleos Radeon Vega jogando Rocket League na configuração de low graphics. Para contexto, a AMD disse que o Intel Core i7-8565U “Whiskey Lake” com processamento gráfico HD 620 chega a 73 fps. No Fortnite, diz a AMD que o Ryzen 7 3700U consegue entregar 50s fps, enquanto que o Intel Core i7-8565U chegaria nos 40 fps.

Quanto a se esses processadores vão entregar desempenho, esperado pelos consumidores, a AMD diz que o Ryzen 5 3500U terá desempenho 14% superior ao Intel Core i5-8250U usando o teste de navegação web PCMark 10.

Rodando Adobe Photoshop, os números da AMD dizem que o Ryzen 5 3500U pode completar uma transformação de imagem em 56 segundos, enquanot que o concorrente Intel Core i5-8250U levaria 77 segundos. Lembrando que muito da performance do Photoshop parece vir da aceleração proporcionada pela GPU.

A primeira empresa a anunciar notebooks com os novos chips é a Asus, que lança o Asus FX505DY, da linha TUF Gaming. O equipamento virá com o Ryzen 7 3750H ou Ryzen 5 3550H, dependendo do modelo.

AMD no ChromeOS, finalmente

Outra grande vitória da AMD é finalmente chegar aos Chromebooks. A AMD disse que os componentes A6-9220C e A4-9120C vão aparecer em vários projetos de Chromebook, incluindo máquinas da HP e Acer. Mas veja que esses chips não terão núcleos Ryzen ou Vega.

Os dois chips A-series possuem CPUs dual-core de 6-watt com processamento gráfico Radeon R5, e são produzidos na arquitetura de 28nm. Eles são basicamente APUs  Stony Ridge que estão rodando há alguns anos. O aspecto vintage, no entanto, não afeta muito os Chomebooks, e representaria um upgrade dos derivados do Intel Atom que usavam até agora. Do ponto de vista de performance, a AMD diz que as APUs A-series entregam mais do que chips Intel Celeron N ou Pentium N típicos.

Por exemplo, a empresa disse que seu A4-9120C é 33% mais veloz que um Celeron N3350 em edição de mídia. Para navegação web e apps web, o desempenho seria, respectivamente, 23% e 13% mais rápido.

Sob alguns aspectos, a entrada da AMD no mercado de Chromebooks pode ser mais significativa que sua entrada no mercado de notebooks para gaming. Os núcleos Ryzen sempre foram esperados para brigar contra as CPUs da Intel, mas porque a AMD nunca foi atrás dos Chromebooks sempre foi um mistério.

Executivos da AMD nos disseram em 2015 que nunca viram dinheiro nos Chromebooks, por isso não se importaram. Mas com os Chromebooks subindo como um foguete no mercado educacional, agora a decisão parece ser acertada. Com a AMD entrando e subindo a barra da performance, a Intel deverá finalmente ter concorrência séria nos Chromebooks, especialmente porque os Chromebooks baseados em processadores ARM saíram dos trilhos.

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