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AMD lança novos processadores para notebooks

Chips da “Série A” são inspirados por dispositivos móveis e consoles de videogame, e possibilitarão recursos como reconhecimento de gestos e espelhamento de vídeo

Agam Shah, IDG News Service

14/03/2013 às 13h56

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Enquanto a demanda por processadores para PCs despenca, a AMD pegou emprestadas tecnologias originadas em dispositivos móveis e consoles de videogame como uma forma de aumentar as vendas de seus processadores da “Série A” para notebooks, lançados na última terça-feira.

Com o codinome Richland, os novos chips substituem a linha atual, de codinome Trinity, que foi lançada em meados do ano passado. Segundo a AMD, os processadores Richland tem desempenho entre 20 a 40% superior ao de seus antecessores.

Os chips são voltados a notebooks e outros aparelhos com telas que podem ser destacadas e usadas como tablets, e irão competir com processadores Intel Core da família Ivy Bridge, já existentes, bem como com modelos futuros baseados na microarquitetura Haswell, projetados para uso em notebooks e tablets e que serão lançados neste ano.

Os processadores da Série A darão aos notebooks recursos como o reconhecimento de gestos, onde o usuário só precisa mover as mãos em frente à tela para controlar o PC. A MAD está usando as webcams já existentes nos computadores para possibilitar este recurso. O reconhecimento de gestos é uma tecnologia que está disponível em consoles de videogame como o Nintendo Wii há anos.

Aparelhos equipados com os chips Richland também serão capazes de espelhar, sem fios, vídeo e imagens nas telas de TVs, uma tecnologia similar à que já existe em aparelhos como o iPad e o iPhone. Mas a TV precisará ser compatível com a tecnologia DLNA, que permite o compartilhamento através de uma rede Wi-Fi. Muitos dos smartphones mais modernos são compatíveis como tecnologias similares, como a Miracast.

Os usuários também podem esperar recursos como o login com reconhecimento de face e aprimoramento na qualidade dos vídeos, disse a AMD. Os recursos serão disponibilizados através de software especial, que poderá seer baixado pelo usuário ainda neste ano.

Segundo a AMD seus novos chips também incluem recursos aprimorados para o gerenciamento de energia. Com eles um portátil equipado com uma bateria de 55 Watt-Hora pode funcionar por até oito horas, navegando na web, ou seis horas reproduzindo vídeo. Mas a autonomia depende do uso: reprodução de vídeo em alta-definição, por exemplo, é algo que pode drenar a bateria mais rapidamente do que vídeo em definição comum.

A AMD espera que os processadores Richland sejam um fator que contribua em seu retorno à lucratividade. Por mais de um ano e meio a empresa vem reestruturando sua linha de produtos, e o Richland é parte de um conjunto inicial de chips para PCs em um “road map” renovado revelado no ano passado por uma nova diretoria liderada pelo CEO Rory Read.

A retração no mercado de PCs prejudicou tanto a AMD quanto a Intel. Mas a AMD também vem perdendo mercado para a Intel em notebooks e desktops. 

Os novos processadores Richland incluem modelos quad-core nas linhas A10 e A8, e dual-core nas linhas A6 e A4, operando em frequências que vão de 3.1 a 3.5 GHz. Os modelos quad-core tem 4 MB de cache, e os modelos dual-core tem 1 MB e cache. Os chips tem um consumo de 35 Watts, e os preços não foram informados. A AMD pretende lançar uma variante destes chips com menor consumo de energia ainda neste ano.

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