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AMD muda operação de chips para desktops para a China

País tem um mercado em rápido crescimento com grande volume de desktops. Mudança também deixa a empresa mais perto de clientes importantes como a Lenovo, Asustek e MSI.

Agam Shah, IDG News Service

20/03/2014 às 18h42

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A Advanced Micro Devices (AMD) mudou a operação de processadores para desktops dos EUA para o crescente mercado chinês, onde já tinha um laboratório de pesquisas e estrutura de testes. O mercado desktop na China está crescendo em um ritmo rápido e o volume de desktops e notebooks é igual. Como disse via e-mail Michael Silverman, um porta-voz da AMD, “o mercado desktop na China continua forte”.

A mudança foi inicialmente reportada pela publicação especializada em tecnologia Digitimes, mas a fabricante de chips confirmou a notícia. Segundo Silverman, a AMD também está desenvolvendo produtos “sob medida” para os usuários na China. A mudança deixa a AMD mais perto de clientes-chave como a Lenovo, disse Dean McCarron, analista principal da Mercury Research. “Um número significativo destes PCs é feito na China e distribuído internacionalmente”, disse ele.

A AMD é a segunda maior fabricante de processadores x86 no mundo, atrás da Intel. Muitos fabricantes de PCs como a HP e Dell produzem suas máquinas na China. A presença na China também deixa a AMD mais perto de fabricantes de placas-mãe como a Asustek e MSI, que são baseadas em Taiwan.

A AMD já tem uma fábrica em Suzhou, que segundo Silverman “representa metade de nossa capacidade global de testes no back-end”. O maior centro de pesquisa e desenvolvimento da AMD fora dos EUA é em Shanghai.

Alguns produtos lançados recentemente pela AMD são voltados a mercados em desenvolvimento. A empresa começou recentemente a entregar novos processadores Sempron e Athlon para desktops nos mercados da Ásia-Pacífico e América Latina, e estes chips serão usados em sistemas com preço entre US$ 60 e US$ 399.

O público alvo destes chips são os usuários que montam máquinas em casa e pesquisam os preços de processadores, memória e armazenamento. Os chips, baseados na microarquitetura Jaguar, usam o novo soquete AM1, que requer uma placa-mãe compatível e foi projetado para que os usuários façam facilmente o upgrade de seus processadores.

A China também tem grande interesse em PCs para jogos, e ainda é um mercado chave para os processadores para desktop da AMD, diz Nathan Brookwood, analista principal da Insight 64. “Pequenos integradores desempenham um grande papel na China”, disse ele.

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