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Análise: novo e-reader Kobo H20 aguenta muita água

Novo leitor vendido pela Livraria Cultura no Brasil cumpre o prometido. Preço alto e ausência de botão físico para iluminar tela são pontos negativos.

Luiz Mazetto

11/06/2015 às 18h06

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Lançado recentemente no Brasil pela Livraria Cultura, o e-reader Kobo H20 traz como maior diferencial o fato de ser à prova d’água, como indica o próprio nome. E ele realmente cumpre o que promete nesse quesito.

Em testes do IDG Now!, mergulhamos o aparelho “com gosto” em uma bacia de água por várias vezes e ele continuou funcionando normalmente mesmo depois desses verdadeiros banhos, que duravam alguns bons minutos cada.

Segundo a fabricante, o Kobo H20 aguenta ficar submerso na água por até 30 minutos, a 1 metro de profundidade, sendo uma boa pedida para quem quer ler perto da piscina (mas não muito perto, para ele não cair dentro do local) e na praia, já que sua tela antirreflexo também é resistente a objetos sólidos, como areia.

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Kobo H20 tomando um banho rápido

Vale notar que, ao entrar em contato com água, o leitor digital para de mostrar o conteúdo atual e exibe a seguinte mensagem: “Tem água na sua tela? A água pode provocar um comportamento inesperado. Se houver alguma na sua tela, seque-a rapidamente. Balançar também ajudará”. Passado o susto inicial, é hora de correr para enxugá-lo com uma toalha macia ou um pano e retomar a leitura sem maiores problemas.

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O aparelho cumpriu o prometido e continuou funcionando mesmo depois de mergulhar por alguns minutos

Tela de primeira

Além disso, o produto vendido por 800 reais no país traz uma bela tela iluminada de 6,8 polegadas e alta definição, que se mostrou ideal para leitura em ambientes externos, sob um sol forte, e internos, no escuro, antes de dormir, por exemplo.

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Tela de 6,8 polegadas é agradável para leitura em diferentes ambientes

Comodidade

Por já ter usado um Kobo Glo por muitos anos, talvez tenha ficado mal acostumado, mas a falta de botões físicos (muito provavelmente para evitar problemas quando o aparelho entrar em contato com a água) me incomodou um pouco.

A comodidade de poder ler na cama, no escuro do quarto, antes de dormir, fica mais complicada com o H20, já que é preciso primeiro acionar a iluminação da tela, por meio dos controles touchscreen do display, que normalmente só ficam visíveis em um ambiente iluminado. Aí tome levantar, acender a luz, acionar a iluminação da tela, apagar a luz e voltar pra cama. 

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Kobo H20 (esq) e o "irmão menor" Kobo Glo: a traseira curva ajuda na hora de segurar o e-reader

Mais recursos

Entre os outros recursos que chamam a atenção estão um processador de 1GHz, que torna o processo de virar as páginas virtuais bastante suave e natural, assim como a navegação pelo software do Kobo, que dá acesso à loja de e-books da Livraria Cultura.

Para felicidade dos leitores mais vorazes, o aparelho possui uma memória interna de 4GB, que pode ser expandida para 32GB via cartão microSD, permitindo ao usuário armazenar nada menos do que cerca de 3 mil livros digitais.

Apesar de não durar os 2 meses prometidos pela Kobo, a bateria do H20 sobreviveu por cerca de duas semanas, com uma hora e meia de leitura, sempre com a tela iluminada. O que é algo bastante satisfatório.

Conclusão

É compreensível que um aparelho com tela de alta definição e resistente à água e areia, entre outras coisas, tenha um preço mais alto do que outros produtos parecidos, mas a necessidade de desembolsar 800 reais por um e-reader, ainda que um top de linha, realmente joga contra o aparelho. 

Dito isso, o Kobo H20 é um ótimo aparelho, especialmente para quem gosta de poder ler seus livros (digitais) em qualquer lugar, sem precisar ficar se preocupando o tempo todo com a integridade do e-reader.

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