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Anatel encerra audiências para reclamações sobre telefonia fixa

Prestação deficiente do serviço em áreas rurais, atendimento ruim e falta de competição estão entre as principais queixas.

Redação do IDG Now!*

26/05/2009 às 17h11

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) encerra nesta quarta-feira (26/05) a série de audiências públicas destinada a ouvir dos consumidores as principais reclamações sobre a telefonia fixa no País. A prestação deficiente do serviço nas áreas rurais, o atendimento inadequado oferecido pelas operadoras e a competição limitada entre as empresas do ramo estão entre as principais queixas dos usuários.

Representantes da agência foram a cinco capitais – Manaus, Salvador, São Paulo, Brasília e Florianópolis - para ouvir as demandas dos consumidores. A última audiência está sendo realizada hoje e amanhã, no Rio de Janeiro.

Segundo o superintendente de Serviços Públicos substituto da Anatel, Fernando Antônio Pádua, a maioria das reclamações já era conhecida da agência. Ele disse, no entanto, que é importante promover esse tipo de discussão para saber quais questões são mais urgentes, de acordo com a região do Brasil.

Pádua destacou que a agência está investindo em maneiras de ouvir a opinião dos consumidores para saber o que eles pensam sobre os serviços prestados pelas concessionárias. Por isso, a partir de 2011, serão feitas pesquisas qualitativas e quantitativas para verificar a satisfação do consumidor com as empresas de telefonia.

Os resultados servirão de base para a definição de metas, que serão cobradas das companhias. “Esperamos que isso aumente a competitividade entre as empresas, já que os dados permitirão comparar o desempenho entre elas”, disse.

Para Lea Maria Burnier, representante do conselho de usuários de telefonia fixa de uma operadora, a realização desses levantamentos pode significar um grande avanço. “Quando o consumidor vai fazer uma reclamação, muitas vezes não consegue nem ser atendido pelo call center das empresas. Por isso, esse termômetro pode ajudar bastante”, disse.

Sobre a ampliação da cobertura nas áreas rurais, a Anatel informou que está desenvolvendo um plano de universalização do acesso à telefonia fixa, que deverá contemplar essa e outras regiões.

A nova proposta, que faz parte do Plano Geral de Metas para a Universalização para o período de 2011 a 2015, prevê a expansão da rede de telefonia fixa para suporte de serviços de banda larga com capacidade de transmissão mínima de 2,5 gigabits por segundo (Gbps) em todos os municípios com mais de 30 mil habitantes.

Também está prevista a instalação de quase 110 mil telefones públicos, que atenderão comunidades quilombolas, postos das polícias Rodoviária, Federal e Estaduais, escolas rurais, assentamentos, postos de saúde e aldeias indígenas, entre outros.

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