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Android chega nesta terça com menos expectativa

Histeria em torno do iPhone não se repetirá com Android. Vendas devem ser baixas, com poucos aplicativos para o sistema, prevêem especialistas.

IDG News Service/EUA

22/09/2008 às 10h25

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A próxima terça-feira (23/09) marca o tão esperado lançamento do primeiro telefone rodando com o Android, o sistema operacional móvel do Google, mas alguns especialistas alertam para que os usuários não elevem tanto sua expectativa.

O lançamento do Dream pela T-Mobile - um aparelho fabricado pela HTC e o primeiro do mercado a rodar o Android - provavelmente não será acompanhado pela corrida louca como foi a da apresentação do iPhone.

"Qualquer lançamento menor que o iPhone parecerá pequeno. Então, é nossa obrigação reconhecer que ele não será parecido com o iPhone", disse Bill Hughes, um analista da In Stat. "Na verdade, a histeria ao redor do lançamento do iPhone provavelmente nunca será repetida em um celular no mundo", disse ele.

Pesquisadores da Strategy Analytics estão prevendo que 400 mil celulares com Android serão vendidos no quarto trimestre deste ano, totalizando em 4% a participação do smartphone no mercado de celulares dos Estados Unidos. Em comparação, a Apple vendeu mais de 1,1 milhão de iPhones no primeiro trimestre do aparelho no mercado.

Ainda assim, mesmo que as vendas do primeiro aparelho com Android sejam inferiores às do iPhone, o celular com Android é notável por algumas razões: ele marca a entrada do Google no mercado de celulares, acompanha a tendência em direção à plataformas abertas e acrescenta outro sistema móvel no mercado.

Apesar do Google já oferecer aplicativos para celulares, desenvolver um sistema operacional lhe dá mais liberdade quanto aos tipos de aplicativos que pode oferecer. A empresa já reclamou sobre as dificuldades em trabalhar com a indústria de wireless, onde as operadoras frequentemente servem como 'guardiãs' de cada aplicativo que o usuário pode baixar e usar. As operadoras também podem vetar aplicativos que usam recursos como GPS ou VoIP. Com o Android, o Google pode desenvolver e oferecer qualquer tipo de aplicativo.

"Nós esperamos que o Android ofereça uma variedade de aplicativos móveis, enfatizando os 'bens' online do Google, como publicidade, mapas e busca", declarou Neil Mawston, diretor da Strategy Analytics.

Um dos problemas, contudo, é que os desenvolvedores não tiveram tempo suficiente para criar aplicativos para o sistema operacional. "Eles estão voltados para as plataformas que possuem maior número de usuários", justifica Eric John, diretor de marketing da Nokia.

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