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Android e iPhone não estão preparados para o uso corporativo

As plataformas móveis estão cada vez mais focadas nos usuários finais, deixando as empresas sem controle do tráfego de conteúdo.

Bill Snyder, da InfoWorld/EUA

06/11/2009 às 16h27

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Foto:

iphone-android-150.jpgCom lançamentos focados em ferramentas para diversão e multimídia, a guerra dos smartphones parece mais focada nos  consumidores finais do que no mercado corporativo.

Com exceção do BlackBerry (que não é lá muito divertido), os novos dispositivos com o sistema operacional Google Android e o iPhone da Apple são os smartphones mais populares e exemplos de que este mercado tem deixando os usuários corporativos em segundo plano, especialmente os profissionais de TI que não possuem ferramentas específicas nesses aparelhos.

Uma pesquisa recente da empresa de consultoria Gartner mostra que
hoje os smartphones representam 14% dos dispositivos móveis vendidos no
mundo, mas para 2012 a projeção é de que este número aumente para 37%.

O relatório afirma ainda que fabricantes de PCs também serão
atraídos para esse mercado promissor, que a plataforma Android irá
decolar e que a batalha dos smartphones continuará a se orientar com
ferramentas focadas ao consumidor final.

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Segurança em TI

A segurança em notebooks e desktops é geralmente controlada pelas restrições feitas aos usuários, com uma redução na quantidade de softwares e na flexibilidade do uso da máquina.

Mas esse mesmo sistema de segurança não é viável em dispositivos como os smartphones, que atualmente têm mais potência do que um computador do início da década de 1990.

Além disso, as tentativas dos departamentos de TI de evitar o uso de dispositivos tipo  handhelds falharam, devido ao grande número de ferramentas disponíveis para burlar essas políticas.

Por exemplo, usuários que têm restrições para acessar e-mails pessoais, geralmente encontram formas de redirecionar suas mensagens para fora dos serviços ISP, onde conseguem sincronizar seus e-mails para seus dispositivos pessoais. E isto implica em ameaças de segurança para as empresas, pois significa que o controle da rotina de e-mail foi perdido.

Outro grande desafio para o controle das empresas é o uso de mensageiros instantâneos e redes sociais através do smartphone. Um bom exemplo disso foram as versões anteriores à do iPhone 3.0, que falsamente relataram ter suporte embutido para codificação.

Porém, mesmo com a chegada de novas plataformas, os suportes oferecidos para os profissionais de TI ainda estão incompletos. A Apple, por exemplo, traz uma simples ferramenta para gerenciamento e suporta um bom número de regras do Exchange ActiveSync.

E essas são as melhores opções disponíveis atualmente no mercado. O Palm Pre e seu sistema WebOS não têm controles de gerenciamento em TI e nem regras do ActiveSync. E isso vale também para os dispositivos Nokia baseados no sistema Symbian.

Já o novo sistema Android 2.0 finalmente traz um suporte para o Exchange ActiveSync, mas são controles limitados e o aparelho de entrada desse sistema, o novo Motorola Milestone Droid, é voltado para os consumidores finais e não corporativos.

Usuários conscientes
As projeções da consultoria Gartner apontam que a fatia de mercado de smartphones com Android irá aumentar de 1,6% em 2009 para 18% em 2012. Já a Apple subirá de 2,9% para 13,6% no mesmo período. E o mais interessante é a plataforma BlackBerry, voltada para o mercado corporativo, que perderá 6 pontos, caindo para 13,9% do mercado em 2012.

Isso mostra que os fabricantes perceberam que para fazer sucesso você deve focar no consumidor final. Comprovando que os melhores dias da computação, quando a tecnologia era cara e aprimorada essencialmente para as corporações, já ficaram para trás.

E essa tendência acabou por dividir os profissionais de TI entre a responsabilidade de gerenciar as regras e sua perda de poder em reforçar essas políticas de uso. Afinal ter uma responsabilidade sem ter uma real autoridade de controle, nunca será uma boa situação. Seria interessante enfatizar ferramentas voltadas para esse nicho de mercado, mas é algo que não deverá acontecer tão cedo.

Enquanto isso resta aos profissionais de TI prestarem atenção a essa nova onda de smartphones e aplicativos dedicados, e trazer a responsabilidade do uso para os usuários. Assim como os usuários desses dispositivos devem criar uma cultura de uso responsável e evitar problemas de segurança.

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