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Android G1 desabilita aplicações à distância

Termo de serviço do Android Market esclarece que Google removerá remotamente aplicações em aparelhos com Android, como iPhone.

IDG News Service/EUA

16/10/2008 às 12h17

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Uma revolta virtual se armou quando usuários do iPhone descobriram um "interruptor mortal" remoto em seus telefones pelo qual a Apple poderia desabilitar os aplicativos que quisesse nos aparelhos dos usuários.

Com o lançamento do G1, primeiro celular com o sistema aberto Android, do Google, muitos esperavam que o buscador tivesse uma postura diferente quanto ao assunto. Não ficou bem assim.

Nos termos de serviço do Android Market, onde usuários podem comprar ou baixar aplicativos, o Google afirma que pode remover remotamente um programa instalado no aparelho.

"O Google pode descobrir se um produto viola o acordo de distribuição do desenvolvedor. Em tal caso, o Google se reserva o direito de remover remotamente os aplicativos do seu aparelho com total discrição", afirma o texto.

O item é um dos tantos que estará na seção "About phone" do aparelho, que também dá créditos a desenvolvedores e empresas pequenas que foram fundamentais ao desenvolvimento do software.

O G1, primeiro telefone a rodar o Android, começa a ser vendido no dia 22 de outubro e muitos usuários estão conferindo características do aparelho já que a operaodra T-Mobile emprestou o G1 à imprensa norte-americana.

Usuários do Android podem ser mais receptivos ao "switch mortal" do Google que usuários do iPhone foram ao da Apple por uma série de razões. Antes de tudo, o Google está sendo transparente quanto a isto. A Apple não confirmava que poderia fazê-lo até que um desenvolvedor descobriu.

Além, o Google afirma que, caso remova o aplicativo, tentará devolver o dinheiro do usuário, questão imaginada por usuários do iPhone caso houvesse um recall de aplicativos. O buscador afirmou que fará esforços consideráveis para recuperar o preço pago no produto do desenvolvedor original em nome do usuário.

O Google deve precisar mais de um aplicativo do tipo que a Apple, já que a empresa de Steve Jobs analisa os aplicativos antes de colocá-los à disposição na Apps Store.

Qualquer programa é publicado no Android Market, aumentando as chances de softwares maliciosos ou indesejados entre aparelhos.

As políticas do Android Market também incluem um item que diz que usuários podem retornar qualquer aplicativo por um ressarcimento dentro de 24 horas após a compra. Na falta de uma versão de testes, esta oferta permitirá que usuários retornem aplicativos que podem não ser exatamente o que eles esperam.

Usuários do Android Market também podem reinstalar quantas vezes quiserem qualquer aplicação comprada, outra boa função caso o telefone apresente problemas.

Até agora, todas as aplicações do serviço são gratuitas já que o Google ainda não definiu mecanismos que permitam que desenvolvedores ofereçam diretamente produtos para compra.

Do lado tragicômico, o texto do termo de compromisso do Android Market traz o seguinte tópico: "Nenhum dos produtos devem ser usados para operações em instalações nucleares, sistemas de suporte à vida, comunicações de emergência, navegação de aeronaves, sistemas de controle de tráfego ou qualquer outra atividade cuja falha do produto possa levar à morte, ferimentos pessoais ou outros dados físicos ou ambientais".

Há também as tradicionais piadas que o Google esconde em seus produtos. O G1 traz um vídeo que agradece uma lista de responsáveis pelo aparelho. No final do vídeo, o Google garante que "nenhum robô foi machucado na fabricação deste produto".

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