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Ao ignorar Linux, hackers não atestam sua segurança, diz pesquisadora

Especialista diz que concursos não medem segurança dos sistemas e que hackers têm interesse em currículo ao invadir Mac e Windows.

Computerworld/EUA

02/04/2008 às 11h18

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O fato de o computador que rodava Linux ter permanecido imune a invasões no concurso hacker "PWN 2 OWN", dentro  da conferência CanSecWest, significa apenas que não houve interesse dos participantes, segundo a pesquisadora de segurança da TippingPoint, Terri Forslof.

“Em um concurso como este não é possível medir a segurança entre os sistemas operacionais. Não é um barômetro preciso”, diz.

Segundo Terri, o fato de o laptop da Sony rodando o Ubuntu 7.10 ter se mantido intacto não significa que o sistema é mais seguro que o Mac OS X - invadido em apenas dois minutos - ou o Windows Vista, que também foi violado por hackers.

“Na verdade, foi falta de interesse, tanto do 'PWN 2 OWN' quanto dos concorrentes”, diz a pesquisadora. “A invasão ao Vista, feita por Shane Macauley, teria funcionado no Linux. Ele poderia tê-lo invadido, mas os hackers ganham muito mais currículo ao atacar o Mac ou Windows”, explica Terri.

O Linux é o que é, ela ressalta. “O código é muito mais transparente. Mas são as vulnerabilidades no Mac ou Windows que vão para a imprensa”, opina.

As falhas descobertas nos dois sitemas operacionais foram notificadas à Apple e à Adobe Systems, cujo software serviu como veículo à invasão no Windows, para que as vulnerabilidades possam ser corrigidas.

“O que este tipo de concurso mostra é que a correção das falhas é priorizada pelas empresas”, afirma Forslof.

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