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Apesar do frio, norte-americanos madrugam na fila para comprar eletrônicos

Quase 1000 pessoas passaram a noite nas filas das lojas da famosa varejista Best Buy, de olho em descontos generosos em TVs e notebooks.

Renato Rodrigues, do IDG Now!

26/11/2010 às 2h02

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NOVA YORK - Dez da noite, frio de 4,4 graus (assim diz, mas em Farenheit, o termômetro no alto do prédio da CNN), vento de gelar a alma e cerca de 30 pessoas já se aglomeram em frente à loja da avenida Broadway, uma das três unidades em Manhattan da varejista de eletrônicos mais famosa dos EUA.

E tudo isso para quê? Aproveitar as ofertas - algumas muito tentadoras, convenhamos - da chamada "Black Friday", a primeira sexta após o Dia de Ação de Graças, um dos mais importantes feriados nos EUA. Na Black Friday, lojas e sites de todo o país promovem descontos arrasadores, levando muitos a passar a noite no frio para não perder a oportunidade.

É o caso de Jason Stanford, o primeiro da fila na Best Buy da Broadway, com quem o IDG Now! conversou na noite de ontem. Morador do Harlem, no norte da ilha, e acompanhado de dois amigos, ele chegou ao local às 18h horas. Detalhe: a loja abriu às 5h da manhã, o que dá incríveis 11 horas de espera. O motivo de tanto sofrimento? Um notebook de 550 dólares cujo preço é de 150 dólares durante o dia de descontos. "Faço isso há cinco anos, e nunca fico sem o que eu quero", disse o "veterano" de Black Friday. Para espantar o frio da madrugada, que prometia chegar a 0 graus, muito café, casacos e cobertores compartilhados com os amigos. "Quando eu chegar em casa eu durmo", disse.

Segundo Jason, por volta das 2h da manhã, funcionários da Best Buy passam distribuindo senhas conforme o produto desejado. "Normalmente, tem apenas uns 20 notebooks por esse preço, então quem não pega a senha nem precisa ficar esperando", explica. Ou seja, quem acordou às 4h da manhã e correu para lá, correu o sério risco de ficar sem o produto desejado. Ele disse que o normal é haver algo entre 100 e 150 pessoas na fila, conforme as ofertas do ano.

Enquanto isso, na loja da Best Buy da 5 Avenida, um dos endereços mais famosos da cidade, a expectativa era de que até 350 pessoas varassem a  gélida madrugada novaiorquina. Lá, o primeiro lugar era ocupado por David Miller, que mora no bairro de Queens, a leste de Manhattan. No caso de Miller, o objeto de desejo era um kit com uma TV LED de 46 polegadas Full HD, da Samsung, e um Blu-Ray player, cujo preço seria reduzido de 1879 dólares para 1000, um desconto gigantesco. "Fiz isso o ano passado, mas cheguei um pouco tarde e não consegui. Este ano, resolvi fazer o que fosse necessário", contou ao IDG Now!. "Apesar do frio e do tédio, a gente aguenta qualquer coisa por um desconto desses, não é?", argumentou.

Números enormes
Cerca de 138 milhões de americanos planejam fazer compras nesta Black Friday e no final de semana seguinte, de acordo com uma pesquisa da Federação Nacional de Lojistas dos EUA. A entidade diz que não pode separar os compradores online dos que vão pessoalmente às compras. Em 2009, os americanos gastaram nada menos de 41,2 bilhões de dólares nesse final de semana de descontos, quase 10% de tudo o que a Federação projeta que seja gasto com compras nos meses de novembro e dezembro, juntos - 447 bilhões de dólares.

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