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Aplicativos para iPhone podem espionar usuários

Segundo especialistas, ao permitir que programas incluam a localização do aparelho, o dono de celular abre caminho para o envio de várias informações confidenciais

Daniel dos Santos, Macworld Brasil

17/08/2009 às 14h46

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Na semana passada, o desenvolvedor Joey Hess acusou a Palm de espionar os usuários do Palm Pre (celular lançado em junho para competir com o iPhone). Segundo ele, informações pessoais são enviadas todos os dias para a empresa, com o uso do sistema operacional webOS. O que muita gente não sabe é que vários programas disponíveis na App Store, loja online da Apple, fazem coisas semelhantes.

Segundo o iPhone Dev-Team, grupo de hackers conhecido por desbloquear várias versões do sistema operacional do iPhone, muitos aplicativos capturam dados como o dia e o horário no qual você abriu um software, sua posição geográfica (endereço aproximado), data de nascimento e até o sexo do usuário (caso o Facebook esteja habilitado no aparelho, por exemplo).

iphonetfon
Localização de usuário: aplicativos podem utilizar essa autorização para coletar outros dados pessoais

O processo acontece de uma maneira sutil. Aplicativos como o TwitterFon, por exemplo, exibem mensagens dizendo que desejam usar a localização atual do aparelho. Ao dizer que sim, a pessoa habilita o aplicativo a armazenar várias informações, que são enviadas para os desenvolvedores. Eles podem usar os dados, por exemplo, para realizar pesquisas. Os desenvolvedores podem argumentar que o usuário autorizou a ação, mas muita gente vai achar que isso é invasão de privacidade. E você, o que acha? Escreva para a gente: editor_macworld@nowdigital.com.br

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