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Após denúncias, Apple pede para associação investigar condições da Foxconn

Fabricante do iPad anunciou que FLA começa hoje a inspecionar suas parceiras; reportagem do NYT acusava companhia de ser conivente com violações trabalhistas

Macworld / EUA

13/02/2012 às 14h31

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A Apple anunciou hoje, 13/2, que, a seu pedido, a associação trabalhista Fair Labor Association (FLA) iniciará uma série especial de inspeções voluntárias nas unidades de montagem final dos seus produtos – incluindo fábricas da Foxconn na China.

A FLA se descreve como um “esforço colaborativo de companhias, universidades e faculdades socialmente responsáveis, e organizações civis da sociedade para melhorar as condições de trabalho em fábricas no mundo todo.”

Em sua declaração oficial, a Apple afirma que uma equipe de especialistas em direitos trabalhistas, sob a liderança do presidente da FLA, Auret van Heerden, começou a inspecionar hoje a unidade da Foxconn na cidade chinesa de Shenzen. Segundo a “maçã”, a associação trabalhista vai entrevistar milhares de funcionários sobre condições de trabalho e moradia, com foco em tópicos como saúde e segurança, compensação, horas de trabalho, e comunicação da gerência. A Apple diz ainda que a FLA não inspecionará apenas áreas de produção, mas também dormitórios e outras instalações das fábricas. A associação também vai revisar a documentação para procedimentos em todos os estágios do processo de contratação.

A FLA começará a postar avaliações das inspeções em seu site oficial em março, afirma a Apple. Nos meses seguintes, verificações parecidas serão feitas em unidades da Quanta e da Pegatron; uma vez que essas inspeções tiverem terminado, as avaliações combinadas vão cobrir mais de 90% das fornecedoras de montagem de produtos da Apple.

Denúncias

A iniciativa da Apple acontece após o jornal norte-americano New York Times publicar uma série de reportagens que afirmavam que a fabricante do iPad e do iPhone era conivente com as violações de direitos trabalhistas em suas montadoras fora dos EUA. Na época, o CEO da companhia, Tim Cook, publicou um comunicado em resposta ao NYT dizendo que “Nós nos importamos com todos os trabalhadores em nossa cadeia mundial de abastecimento. Qualquer acidente é profundamente problemático, e qualquer problema com condições de trabalho é causa para preocupação. Toda insinuação de que não nos importamos é evidentemente falsa e ofensiva para nós.”

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