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Após manifestações, China bloqueia Twitter em todo o país

Medida foi tomada para evitar que mais informações sobre o confronto no oeste do país sejam publicadas sem autorização do governo

IDG News Service/China

06/07/2009 às 10h33

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A China aparentemente bloqueou o Twitter e limitou o acesso à internet no oeste do país por causa de confrontos étnicos que deixaram pelo menos 140 pessoas mortas na região. O objetivo é estancar o fluxo de informações sobre os conflitos na província de Xinjiang e evitar que os confrontos aumentem. De acordo com a agência de notícias estatal Xinhua, mais de 800 pessoas ficaram feridas e o número de mortos deve subir.

“Eles cortaram a internet para impedir a comunicação”, disse Wu'er Kaixi, chinês da etnia Uighur que participou de protestos a favor da democracia e fugiu do país há 20 anos. Os uighurs são uma minoria na China e nunca foram realmente assimilados pela maioria do país. Com a suspensão do Twitter e o corte da internet, os usuários não conseguem publicar imagens dos confrontos.

Segundo Wu’er, não é possível fazer ligações para telefones na China pelo serviço Skype,de telefonia via internet  já que a rede está fora do ar na região de Xinjiang. As ligações de longa distância via rede telefônica também foram cortadas.

Vídeos dos confrontos foram publicados no site de vídeos YouTube, do Google, mostrando prédios sendo queimados e forças policiais ou paramilitares usando força bruta para conter as manifestações.

No mês passado, autoridades chinesas também criticaram os governos ocidentais que apoiaram a iniciativa de manifestantes iranianos de colocar informações e fotos de confrontos na internet. Os confrontos no Irã surgiram depois que o candidato da oposição Mir-Hossein Moussavi foi derrotado pelo presidente Mahmoud Amhadinejad, que se reelegeu.

O forte controle exercido pelo governo chinês na internet foi recentemente alvo de novos ataques. As críticas surgiram depois que o governo anunciou a obrigatoriedade de instalar um programa de filtragem de “conteúdo impróprio” em PCs vendidos no país. Oficiais chineses, no entanto, negaram que o uso do programa seja obrigatório.

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