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Após suicídios, fábrica de iPhones pode fechar as portas na China

E a Foxconn, empresa que produz celulares para a Apple, afirma que não vai mais compensar as famílias de funcionários que tirarem a própria vida; demissões podem chegar a 800 mil

Macworld / Reino Unido

11/06/2010 às 11h02

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A Foxconn – fabricante de produtos eletrônicos para clientes como Apple, Dell e HP – planeja fechar suas operações na China, em um grande esforço de reestruturação que poderia levar à demissão de 800 mil funcionários.

O site Register foi o primeiro a relatar a notícia, citando um serviço chinês de notícias chamado ON.CC como sua fonte (veja aqui a tradução do Google para português). A informação não foi comprovada até o fechamento desta reportagem.

A fabricante de iPad e iPhone ficou famosa nos últimos meses após uma onda de suicídios em sua enorme fábrica em Shenzhen, na China. Agora, a companhia afirma que está considerando mudar parte sua produção de volta para Taiwan, onde estãos localizados seus escritórios principais.

A Foxconn também ocupou as manchetes ontem, 10/6, após ter anunciado que não vai mais pagar compensação extra para as famílias dos funcionários que cometerem suicídio. 

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A fabricante de iPhones, Foxconn, pode demitir cerca de 800 mil funcionários na China.

Segundo uma reportagem do site MIC Gadget, o CEO da Foxconn, Guo Tai-min, teria afirmado que os trabalhadores cometeram suicídio pelo dinheiro, e que a companhia não vai mais compensar as famílias dos funcionários que tirarem suas próprias vidas.

Como prova disso, o CEO exibiu o que afirmou ser um bilhete de suicídio escrito por um funcionário. A carta, escrita em chinês, foi traduzida pelo site MIC Gadget: “Mãe, você sempre me disse para morrer, e agora eu vou pular fora da Foxconn. Eu realmente preciso ir. Você não precisa ficar triste: a Foxconn vai te pagar algum dinheiro, e como seu filho, essa é a única forma de te restituir.”

Guo também disse que foi feita uma investigação sobre a Foxconn e sobre as vítimas de suicídio. O levantamento conclui que três deles possuíam doenças mentais, e outros oito tinham problemas emocionais.

Além de encerrar o programa de compensação para as famílias, Tai-ming disse que a Foxconn está considerando mover sua produção principal de volta para Taiwan e utilizar mais produção automatizada – assim como vender os dormitórios da companhia para o governo local para que as autoridades se responsabilizem pelas condições de moradia.

Apple, Intel e HP estão entre as gigantes de tecnologia que terceirizam sua produção na Foxconn na China.

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