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Apple corre riscos caso Jobs não volte em junho, dizem analistas

Analistas rejeitam mudanças profundas na Apple com afastamento de Jobs até junho, mas alertam para riscos da ausência definitiva do CEO.

ComputerWorld/EUA

15/01/2009 às 9h27

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Pouco mais de uma semana após admitir um problema hormonal, o CEO da Apple, Steve Jobs, afirmou que está tirando licença médica do cargo por sua condição ser "mais complexa" do que havia pensado.

Analistas reagiram ao anúncio com surpresa. "Certamente eu não esperava os dois anúncios tão próximos", afirmou Ezra Gottheil, analista da Business Research, conclusão dividida com Van Baker, do Gartner, se referindo à carta aberta em que Jobs alegava sofrer de problemas hormonais, divulgada na semana passada.

O impacto da ausência de Jobs será menor, afirmam ambos, se Jobs realmente se afastar temporariamente. Caso ele não volte ao cargo no tempo previsto ou simplesmente saia da presidência, o futuro da Apple é mais difícil de prever.

"Não haverá qualquer mudança visível neste período", afirma Gottheil, se referindo ao prazo de junho. "A Apple pode claramente executar tarefas, o que significa que poderá fazer o que ele manda, com um efeito próximo a zero de impacto até junho".

"Isto não é tão impactante", defende Baker sobre os seis meses de ausência de Jobs. "Parece-me que ele já não estava tocando as operações rotineiras há algum tempo já. Mas, se ele não voltar em junho, haverá um impacto".

Uma Apple sem Jobs ainda seria uma companhia "formidável, mas com menos poder de competitividade que ele ajudou a criar", defende Gottheil. "Se ele não voltar, veremos uma companhia que tem bom desempenho, mas sem o toque de gênio. Eles teriam uma média humana na mão de obra".

"A grande preocupação aqui é como a recessão vai atingir a Apple, não a possível saída de Jobs", defende ele. "Se ele não estiver no futuro e a recessão atingir mais forte que o planejado, os estragos podem ser piores que a saíde de Jobs".

Caso Jobs realmente saia, não espere que a Apple olhe para fora para contratar um novo CEO, como fez o Yahoo nesta semana ao empossar Carol Bartz no lugar de Jerry Yang, afirma ele.

Baker afirma que espera que a Apple dê mais detalhes sobre a saúde de Jobs, talvez indiretamente, até junho, para acalmar investidores apreensivos com a situação. "Não mais que uma vez, no entanto, me parece".

"Sinto-me mal por ele. Não apenas tem que lidar com um problema de saúde, mas também de fazê-lo na frente dos olhos dos outros".

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