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Apple diz que localização de iPhone sem autorização é “um bug”

Empresa prometeu liberar uma atualização nas próximas semanas para corrigir o problema, que captura dados mesmo com o serviço desligado

Redação da Macworld Brasil

27/04/2011 às 11h16

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A Apple resolveu finalmente se explicar sobre os problemas relacionados à privacidade no iPhone e no iPad, divulgados nos últimos dias, e que culminaram com processos movidos por consumidores contra a empresa. Em um documento intitulado “Perguntas e respostas sobre dados de localização”, a empresa afirma que “não rastreia os dados dos usuários de iPhone e que não tem planos de fazer isso”.

Apesar disso, a companhia admitiu que há problemas com o chamado Location Services, que continua armazenando dados de usuários de iPhones mesmo quando o serviço está desabilitado, conforme teste feito pelo Wall Street Journal. “Ele não deveria fazer isso. É um bug (falha), que planejamos corrigir em breve (nas próximas semanas)”, afirmou a companhia.

Entenda o caso
Na semanas passada, os pesquisadores da área de segurança Pete Warden e Alasdair Allan, durante a conferência Where 2.0, realizada em São Francisco, nos Estados Unidos,  afirmaram que o smartphone da Apple registrava informações sobre sua localização com frequência e depois compartilhava esses dados com o computador, toda vez que usuário sincronizava o celular.

Com o uso de um programa, segundo os especialistas, é possível capturar esses dados, o que significa que qualquer um que tenha acesso ao aparelho pode saber com certa facilidade por onde o dono do celular tem andado. “A Apple tornou possível que uma esposa ciumenta ou um detetive particular, por exemplo, possa saber com detalhes os locais visitados”, afirma Warden.

E o caso não parou por aqui. Segundo Wall Street Journal, o smartphone coleta e armazena dados de posicionamento mesmo quando o recurso de localização está desligado. Com a ajuda de um especialista em segurança, o jornal desabilitou os serviços de localização e verificou o que era capturado pelo aparelho, movendo o iPhone para outros pontos. Depois de algumas horas, o arquivo mostrava todos os pontos.

Na semana passada, o deputado republicano Edward Markey solicitou que o Congresso dos Estados Unidos investigue o serviço de localização do iPhone, afirmando que a captura de dados pode colocar crianças em risco, pois sequestradores poderiam “hackear” seus aparelhos e usar as informações.

Já o senador Al Franken pediu explicações não apenas à Apple, mas também à Google, que também está sendo acusada de coletar dados sem autorização. O político quer que as empresas informem o que capturam, por quanto tempo armazenam os dados e o que fazem com eles.

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