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Apple é acusada de racismo por não vender iPad a iranianos nos EUA

Após ouvirem jovens falarem persa, funcionários da Apple Store negaram venda e citaram como motivo o embargo dos EUA contra Irã, Coreia do Norte e Cuba

Da Redação

20/06/2012 às 15h39

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Uma jovem moradora da cidade americana de Alpharetta, na Geórgia, afirma que uma loja local da Apple se recusou a vender um iPad após ouvir ela e um amigo falarem em persa no estabelecimento. As informações são da emissora local WSBTV.

Em entrevista para a emissora local WSBTV, Sahar Sabet, 19 anos, disse que ao visitar uma Apple Store no shopping North Pointe, foi questionada por um vendedor que idioma estava falando com seu amigo. Após dizer qual a língua em questão, ouviu dele: “Eu não posso vender isso para você. Nossos países possuem uma relação ruim”. A garota disse ter saído da loja em lágrimas.

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Alguns dias depois, Sahar voltou à Apple Store com a TV local. Lá, eles obtiveram um vídeo feito por iPhone com o mesmo funcionário reiterando a política: “Não vender iPhone para ninguém que seja do Irã”.

Além disso, um gerente da loja mostrou para a TV a política da Apple, disponível no site da empresa. O documento afirma que é proibida a venda ou fornecimento dos EUA (e da Apple, nesse caso) para o Irã, Coreia do Norte, Cuba, Sudão e Síria sem a autorização do governo norte-americano.

O detalhe disso tudo: a garota de 19 anos é uma cidadã americana e não planeja voltar ao Irã tão cedo.  O gerente disse então para a repórter que eles precisam confiar que os consumidores sejam honestos quanto a isso. 

Após isso, a garota entrou em contato por telefone com o atendimento ao cliente da Apple e ouviu um pedido de desculpas de um funcionário, que ainda disse que ela poderia comprar o iPad pela loja online da companhia. 

 

Em outro caso parecido, um amigo da garota, também do Irã, foi até uma Apple Store próxima para ajudar um colega a comprar um iPhone e recebeu o mesmo tratamento. 

“Eu diria que se você quer comprar um iPhone, não diga a eles nada sobre o Irã. Essa seria sua melhor aposta”, afirmou Zack Jafarzadeh, que também disse que o funcionário não perguntou nada sobre seu amigo voltar para o Irã em breve – o colega do jovem vive e estuda em Atlanta com um visto.

Os dois jovens afirmaram que se sentiram racialmente discriminados  pela Apple nas situações.

Procurada pela emissora, a Apple não quis se manifestar sobre o assunto e apenas reiterou a política de exportação presente em seu site.

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