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Apple está no 11º lugar de ranking do Greenpeace

Apple cai da 9ª posição para a 11ª no ranking Greepeace Guide to Greener Eletronics, e registra 4,1 pontos de 10.

IDG News Service/Japão

25/06/2008 às 12h40

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A Apple cai da 9ª para a 11ª posição no ranking Greenpeace Guide to Greener Eletronics, que é divulgado trimestralmente.

Já tendo registrado apenas 2,7 pontos de 10 e se posicionado em último lugar, a Apple afirma que tem caminhado para elevar a sua colocação no ranking.

Na última edição, a fabricante alcançou 6,7 pontos com o MacBook Air, que usa menos substâncias tóxicas, e agora contabiza 4.1 pontos. O principal motivo é a inserção de seus produtos no mercado com componentes sem retardadores de chamas bromados (BFRs) - que atacam a camada de ozônio e plástico PVC (policloreto de vinila).

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“Por exemplo, todos os novos modelos de iMac e MacBook Air não têm bromo - e placas de circuito impressos, assim como cabos internos sem PVC. Milhões de iPods agora não liberam bromo nas áreas delimitadas e nas placas de circuito impressos. O MacBook Air também não tem mercúrio nas telas de LCD e arsênico nos vidros e o MacBook Pros chega sem mercúrio nas telas de LED”, relata o Greenpeace.

A Apple afirma em seu site que prevê eliminar totalmente a utilização de PVC e retardadores de chamas bromados (BFRs) nos seus produtos, e de arsênio no vidro dos ecrãs planos, até o fim de 2008.

Em 2007, a Apple foi processada pela Center for Environmental Health, devido aos resultados do relatório.
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Até agora, o Greenpeace avaliava empresas em questões relacionadas a
uso de químicos perigosos em seus produtos e a responsabilidade que as
companhias assumiam por programas de reciclagem ou descarte correto de
hardware.

A nova lista se foca também em políticas corporativas e preferências envolvendo uso de energia, com raking melhor para quem reusa energia ou produz aparelhos com melhor eficiência energética.

Sony e Sony Ericsson apareceram no topo do ranking, ainda que a maioria das empresas tenha visto uma queda na pontuação em razão de mudanças no critério de avaliação.

A Sony Ericsson ficou muito próxima de tirar nota máxima nas categorias envolvendo químicos - a empresa não atingiu a pontuação máxima por "altos traços de retardantes de chamas em produtos que, teoricamente, não têm BRF". A empresa ainda foi mal em programas de reciclagem.

A Sony teve nota menor em químicos por ter poucos aparelhos totalmente sem os compostos nas prateleiras. Em reciclagem, porém, a empresa foi relativamente bem (sua taxa de reciclagem de TVs e PCs é de 53%) e ganhou pontos por revelar as emissões de gases poluentes em mais de 200 fábricas.

A Nokia ficou em terceiro e poderia ter liderado o ranking, não fossem seus programas de descarte e reciclagem. Problemas encontrados anteriormente em países como Índia, Filipinas, Argentina e Rússia foram quase resolvidos, mas o Greenpeace resolveu tirar pontos pela manutenção de questões na Índia.

Samsung e Toshiba, que lideraram versões anteriores do guia, caíram dada a baixa pontuação no critério que envolve energia.

Assim como edições anteriores, companhias que não revelaram informações pedidas pelo Greenpeace não pontuaram, grande motivo pelo qual a Nintendo aparece, novamente, na última posição, com apenas 0,8 ponto de 10 possíveis.

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