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Apple não usa caixa para melhorar condições de trabalhadores, diz grupo chinês

SACOM afirmou que empresa não irá utilizar seus 98 bilhões de dólares para resolver más condições de trabalho na China

Macworld/Reino Unido

27/03/2012 às 15h04

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Um grupo de Hong Kong emitiu um novo alerta contra a Apple para que a empresa resolva um problema de más condições de trabalho de funcionários em fábricas de suasempresas parceiras na China, criticando a companhia por não direcionar nenhum recurso de seus 98 bilhões de dólares em caixa para melhorar essas questões. 

A SACOM (Estudantes e estudiosos Contra o Abuso Corporatico, em tradução livre) afirmou que as fábricas chinesas continuam a violar os direitos do trabalho e pagar salários baixos aos trabalhadores. Em uma carta direcionada ao CEO da companhia, Tim Cook, a organização afirmou que a falha da Apple em utilizar seus recursos para corrigir as questões “demonstra uma enorme ganância e desejo por lucro da empresa e seus executivos. É vergonhoso que a Apple não mostre nenhuma intenção em compartilhar sua receita com seus trabalhadores os quais ajudaram a multinacional a se tornar uma das empresas mais ricas do mundo”. 

Na semana passada, a Apple afirmou que utilizará seu dinheiro em caixa para pagar dividendos e recomprar ações, algo que não é feito desde 1995. Durante muitos anos, a SACOM emitiu relatórios destacando as péssimas condições dos trabalhadores responsáveis pela manufatura do iPhone, iPad e iPad. A Foxconn, empresa responsável pela mão de obra, é acusada de pagar salários baixos e expor os colaboradores a riscos de segurança e à saúde. Ainda este ano, uma reportagem do jornal The New York Times acusou a Apple de ser conivente com violações de direitos trabalhistas. 

Tim Cook diversas vezes defendeu a empresa, afirmando que a companhia e Cupertino leva seriamente a questão das condições nas fábricas que fazem seus produtos, e que está tomando todas as providências para manter os fornecedores responsáveis. A decisão da Apple faz sentido financeiramente, porém é preciso é preciso mais responsabilidade na maneira como os produtos são feitos, de acordo com o CEO da Applicasa, Lior Malemboim. “Quando os produtos que você está vendendo for resultado do trabalho árduo de 230 mil indivíduos, essas pessoas merecem um salário justo como direito humano”. 

 

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