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Aquecido, mercado deve somar mais 1 milhão de acessos 3G até dezembro

Após subestimar demanda por banda larga 3G, operadoras voltam a acelerar vendas em um mês, estima Pedro Ripper, presidente da Cisco.

Daniela Braun, editora executiva do IDG Now!

20/08/2008 às 17h11

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Até o final do ano, o mercado de acesso em banda larga via redes móveis no Brasil  deve contemplar 1 milhão de novas conexões, prevê Pedro Ripper, presidente da Cisco Brasil.

Embora o segmento de pacotes de banda larga móvel para desktops e notebooks tenha crescido 464% em um ano, superando 1,3 milhão de conexões até junho deste ano, o segundo trimestre revelou uma forte desaceleração neste setor. O segmento ganhou 500 mil assinantes no primeiro trimestre do ano e 200 mil novos usuários no segundo trimestre.

Na avaliação de Ripper, a queda em novas adesões no último trimestre foi provocada por quatro gargalos em todas as operadoras de telefonia móvel que lançaram serviços de acesso rápido: "Elas subestimaram a quantidade de modems, a espessura do link no backbone em quase 5 vezes, as redes IP e os blocos de espectro existentes", ele aponta.

Seja pela escassez de modems ou pela instabilidade, os serviços de acesso à internet via redes 3G decepcionaram muitos internautas brasileiros no primeiro semestre. Como consequência, as operadoras se viram obrigadas a fazer aquisições emergenciais de equipamentos e, como disse Ripper, "desligarem a máquina de vendas".

Banda larga pré-paga
Nos próximos 30 dias, as operadoras de telefonia móvel completam a atualização de suas rede IP e outros investimentos em infra-estrutura para voltar a acelerar na oferta de pacotes de banda larga para desktops e notebooks, no País.

A oferta de pacotes de banda larga pré-pagos, segundo Ripper, deve ocorrer até o final do ano. A operadora Claro confirmou ao IDG Now! que pretende lançar o modelo no final do ano. "Acho que todo mundo vai lançar o serviço. É um pacote matador para a banda larga fixa (...). As telcos terão de reagir com aumento de velocidade", observa Ripper.
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Crescimento de 48% em vendas
O boom de vendas para as operadoras móveis foi um dos principais motivadores para o crescimento de 48% no ano fiscal da Cisco Brasil, em relação a 2007, afirmou Pedro Ripper.

Com o resultado, o Brasil superou todas as subsidiárias da multinacional, incluindo Rússia, Índia e China, que cresceram, respectivamente, 23%, 32% e 30% no último ano fiscal, encerrado em 30 de julho.

"O segmento mais forte e que mais cresceu este ano foi o de provedores de serviços, especialmente as operadoras de telefonia móvel, que tiveram uma alta de quase 200% em participação [nos resultados da Cisco]. Algumas chegaram ao mesmo patamar das fixas", compara Ripper.

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