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ARM anuncia processador Cortex-A17 para dispositivos móveis

Chip é até 60% mais rápido e eficiente no consumo de energia do que o Cortex-A9, usado atualmente em muitos smartphones e tablets.

Agam Shah

14/02/2014 às 10h55

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Com o anúncio de seu novo processador Cortex-A17, a ARM está focando no mercado de smartphones e tablets “midrange”, com preços a partir dos US$ 200.

A maioria dos smartphones e tablets Android, além de todos os smartphones e tablets com o iOS, Windows Phone e Windows RT, usa um SoC (System on a Chip, Sistema em um Chip) que inclui processadores baseados nos projetos da inglesa ARM Holdings, que licencia o design a fabricantes como a Samsung, Apple, Qualcomm, MediaTek, e outros, em vez de produzí-los por conta própria.

Segundo a empresa, aparelhos baseados no Cortex A-17 estarão no mercado no ano que vem, serão mais rápidos e terão maior autonomia de bateria. O novo processador roda a 1.5 GHz ou mais, e é 60% mais rápido e eficiente no consumo de energia que o Cortex A9, atualmente usado em muitos produtos.

A ARM espera que 344 milhões de smartphones e 105 milhões de tablets “midrange” sejam vendidos no próximo ano. Geralmente são necessários de 18 a 24 meses para que novos processadores ARM apareçam em dispositivos móveis, então os primeiros smartphones e tablets com o A17 devem ser lançados na segunda metade de 2015. 

Escolha seu Cortex

O A17 é o mais novo membro de uma ampla gama de processadores ARM para dispositivos móveis. Muitos aparelhos ainda usam o Cortex-A9, um projeto de 6 anos de idade que está “nas últimas”. Três anos atrás a ARM introduziu o Cortex-A15, que não foi um sucesso tão grande e é usado em aparelhos como o Samsung Galaxy S4.

O Cortex-A17 pode consertar um dos maiores erros do Cortex-A15, que era o alto consumo de energia (para um processador ARM), disse Nathan Brookwood, um analista principal da empresa de pesquisa de mercado Insight 64. “O A15 poderia melhorar no quesito performance por watt”, disse ele.

O anúncio do Cortex-A17 está sendo feito seis meses após a ARM anunciar o Cortex-A12, que também foi projetado para uso em aparelhos midrange. Mas há espaço para ambos os chips em um mercado de dispositivos móveis que está se expandindo dramaticamente.

“Quando centenas de milhares de processadores ARM estavam sendo produzidos anualmente, o Cortex-A9 era o bastante. Mas quando você está falando em bilhões de processadores vendidos anualmente, quer otimizá-los para cada sub-segmento do mercado”, disse Brookwood.

A ARM disse neste mês que no último ano foram produzidos 10 bilhões de chips baseados em suas arquiteturas.

O caminho à frente

O A15 foi um produto mais voltado aos aparelhos high-end e servidores, enquanto o A17 irá preencher o vazio deixado pelo A9, disse Jim McGregor, analista principal da Tirias Research. “É o que os consumidores da ARM querem”, disse McGregor.

No mercado de mobilidade a ARM enfrenta oposição da Intel, cujos processadores Atom são usados em alguns smartphones e tablets Android bem como em tablets e “híbridos” com o Windows 8. A Intel acelerou o ritmo de produção de processadores para dispositivos móveis em um esforço para alcançar a ARM, e está tentando usar seu avançado processo de manufatura de processadores para superar a concorrente no quesito eficiência energética.

Mas processadores baseados na arquitetura ARM também estão avançando nos processos de manufatura, e serão produzidos em um processo de 20 nanômetros no próximo ano, disse Brookwood. Muitos processadores baseados na arquitetura ARM atualmente são produzidos em um processo de 28 nm, e novos designs como o A17 podem tirar proveito de processos mais avançados, que resultam em chips menores, com menor consumo de energia e que geram menos calor.

“Estas mudanças no processo de produção permitem mudanças no design do próprio processador”, disse Brookwood.

Inicialmente Cortex A-17 irá suportar o processo de 28 nm usado pela TSMC (|Taiwan Semiconductor Manufacturing Co.) e pela GlobalFoundries, as duas maiores fabricantes independentes de chips. As empresas são responsáveis pela produção da maioria dos processadores ARM em uso em dispositivos móveis, e atendem a várias empresas.

Dispositivos móveis estão migrando para uma arquitetura de 64 Bit, mas o Cortex A-17 ainda é 32 Bit. A ARM já apresentou processadores de 64 Bit, o A57 e A53, mas segundo um porta-voz acredita que nos próximos anos ainda haverá demanda por processadores de 32 Bit em dispositivos móveis.

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