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Artigo: especialista analisa iOS 7 e outras novidades da Apple na WWDC

Nesta semana, empresa apresentou novas versões do iOS e Mac OS X, além de atualizar o MacBook Air e mostra um pouco do aguardado Mac Pro.

Lucas Longo* (autor convidado)

13/06/2013 às 9h51

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Esta semana, apaixonados por tecnologia do mundo inteiro pararam para assistir a Worldwide Developers Conference, a conferência anual para desenvolvedores da Apple. Todos os anos são aguardadas novidades para a WWDC, e este ano não foi diferente. Todos estavam esperando a confirmação – ou não – dos boatos sobre o relógio inteligente da Apple. Nada foi falado sobre o iWatch, mas diversas novidades foram anunciadas. Eu acompanhei a conferência e posso dizer que gostei bastante do que vi. 

As maiores novidades, para mim, foram as atualizações do sistema iOS. A Apple atualizou o seu design por completo depois de seis anos, e o iOS 7  foi definido como “a maior mudança do iOS desde a chegada do iPhone". A Apple conseguiu trazer para o seu sistema funcionalidades que o Android já possuía, equiparando alguns dos diferenciais, como o quick settings e o multitasking. Já o background Parallax é algo de novo que a Apple traz de novidade sobre o Android.

A nova versão do iOS já está disponível para os desenvolvedores, mas só chega para os usuários em setembro deste ano. O iOS 7 funcionará nos modelos posteriores do iPhone 4, iPad 2 e iPod Touch de quinta geração.

As atualizações dos aplicativos próprios da Apple, como o Safari, o calendário e a câmera, mostram que a empresa está tentando trazer os usuários de volta para seus aplicativos. A Apple estava perdendo a briga com os apps similares, mas com funcionalidades extras. Por isso ela optou por incluir estas funcionalidades em seus próprios aplicativos, como o iTunes Radio, AirDrop, e os filtros para foto. 

O Control Center, claramente inspirado no Android, é a prova de que a empresa está atenta às novidades de seu principal concorrente, o Google. Com a nova central de configurações é possível mexer no brilho da tela ou no Wi-Fi, por exemplo. Ele é acessado deslizando o dedo na tela, de baixo para cima.

O aplicativo de câmera também traz novidades interessantes. Agora todas as fotos são organizadas automaticamente por data e local onde elas foram clicadas. Outra novidade, inspirada no Instagram, é a opção para tirar fotos quadradas. 

No geral, o impacto para o usuário comum será mais visual do que funcional. No entanto, o novo design não perde as características que faz com que o usuário reconheça no ato de que se trata de um iPhone. Considero este um grande trunfo da Apple, pois o sistema Android é muito modificado até chegar na mão do consumidor final pelos fabricantes dos aparelhos, e também pelas operadoras, gerando assim muita inconsistência em sua interface. Com o iOS não é assim: o usuário bate o olho e já reconhece aquele layout.  

Os números da Apple continuam fascinantes. Tim Cook, CEO da empresa, afirmou em sua apresentação que atualmente existem 407 lojas Apple espalhadas em 14 países. Sobre a App Store, já foram mais de 500 bilhões de apps baixados. No total, são 900 mil aplicativos disponíveis para download, sendo 375 mil exclusivos para o iPad. Lembrando que a App Store completa cinco anos agora em julho. 

Apple e Google continuam como os grandes nomes do mundo da mobilidade. Nada de grandioso foi apresentado neste evento que alterasse o curso da briga entre os dois gigantes, mas acredito que o Google terá que apresentar grandes novidades em seu evento no fim do ano para trazer a atenção de volta para si. 

Foram apresentadas novidades para o Mac Book Air e Mac Pro. Os novos Air terão gráficos 40% mais rápidos e uma bateria com vida útil maior. O novo Mac Pro terá sete Teraflops de performance, suporte para monitores com ultradefinição 4K, quatro portas USB e seus portas Thunderbolt, nova tecnologia para conexão entre periféricos e computadores. 

Muitas pessoas me perguntam se a Apple continua como uma empresa marcada pela inovação, mesmo depois da morte do Steve Jobs. Acredito que sim. Ela deu um salto gigante que mudou e criou indústrias com o iPhone e iPad e agora todos esperam uma revolução desta magnitude por ano. Mas infelizmente as coisas não são tão fáceis assim. A perda do Steve Jobs realmente deve diminuir a velocidade de inovação da empresa, mas inovar é 1% inspiração e 99% perspiração. A inovação continua, mas agora com um ritmo menor. 

Acredito que alguma mudança de hardware para o iPhone, por menor que seja, seria bastante agradável. A Apple precisa apresentar alguma evolução dos aparelhos para acompanhar o ritmo de seus concorrentes como Samsung, HTC e até o novo sistema operacional Firefox OS, da Mozilla. Talvez esteja guardando alguma atualização maior para o final do ano. O jeito é aguardar. 

*Lucas Longo é fundador e CEO do iai? (Instituto de Artes Interativas), centro de treinamento e produtora em mobile

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