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Artigo: O notebook da Google vai substituir seu laptop?

Fiel à ideia de que "tudo está na web", Chromebook aposta na mobilidade e na computação em nuvem. Mas será isso o suficiente para "matar" os notebooks?

Tony Bradley

12/05/2011 às 18h49

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O Google passou grande parte do segundo dia do evento Google I/O, na última quarta-feira, focado no Chrome OS e demonstrando os novos Chromebooks. Esses portáteis com sistema baseado na web são uma tentativa ambiciosa de mudar fundamentalmente a maneira como as pessoas usam computadores, podendo ser o novo substituto do seu laptop...se você deixar.

Em primeiro lugar, vale fazer uma pequena revisão a respeito do Chrome OS e dos Chromebooks, que chegarão em breve. O Chrome OS, que não deve ser confundido com o navegador Chrome, é um sistema operacional desenvolvido pela empresa que tem como principal premissa fornecer uma experiência completamente imersa na web, livre de problemas com processamento, segurança e outras dificuldades que são comuns a maioria dos computadores, principalmente aqueles com Windows.

A empresa lançou um vídeo divertido no qual começa explicando que Chromebook não é um laptop, nem mesmo um computador. O aparelho, de acordo com o Google, não somente “tem” a web, mas também “é a web”. Não há um desktop ou mesmo aplicações instaladas localmente. O usuário faz tudo na rede, utilizando um dispositivo parecido com um netbook portátil que liga quase instantaneamente.

No blog oficial da Google, a companhia explica que o Chromebook dá boot em poucos segundos, em vez de minutos, e afirma que com os updates automáticos o aparelho ficará cada vez mais rápido ao passar do tempo. O Chromebook pode funcionar por um dia inteiro com uma única carga da bateria e, com a conexão 3G opcional, o usuário pode ficar online em praticamente qualquer lugar. No post, está escrito que “seus aplicativos, jogos, fotos, músicas, filmes e documentos estarão acessíveis de qualquer lugar e não será mais preciso se preocupar em perder o computador ou esquecer de fazer o backup das informações”. Isso pode ser verdade, porém ele assume que esse usuário abraçou de maneira completa o Google e tudo que se faz na web. Obviamente, se a pessoa mantém fotos em um pendrive conectado ao desktop com Windows 7, acessá-las a partir do Chromebook pode ser problemático.

Se observarmos o que a Microsoft está fazendo ao integrar o Internet Explorer ao Windows 7 e essencialmente estender o desktop para incluir a Web, é possível perceber que a Google e a Microsoft estão na verdade perseguindo o mesmo objetivo, todavia em direções opostas. A MS está tentando construir uma ponte a partir do modelo tradicional Windows/Office para integrá-lo à rede, enquanto o Google está tentando pegar suas ferramentas baseadas na web, juntamente com essa experiência, e trazê-las para o que seria um formato de PC.

Ambas estratégias reconhecem que a internet tem vantagens na forma de aplicação e como plataforma de produtividade; o Google é o pai desse conceito, que entrega tudo ao usuário a partir da rede. Assim como é verdade que é possível abandonar o desktop tradicional e modelo de software e trabalhar inteiramente na nuvem, a partir de um dispositivo como o Chromebook, também é verdade que o usuário pode facilmente escolher utilizar essas ferramentas baseadas na web, a partir de plataformas tradicionais como Windows, Mac OS X ou Linux em um notebook, mantenho o benefício de instalar programas de maneira local e fazer outras coisas que não são possíveis com o Chromebook. Esse dispositivo do Google é convincente, e a visão do Google em relação a um futuro de computação móvel é intrigante, mas os Chromebooks não irão substituir os notebooks em um período próximo.

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