Artigo: o que esperamos do novo iPad Mini, que deve chegar amanhã, 22/10

Segunda geração do tablet de 7,9" da Apple deve ser apresentado durante evento na Califórnia nesta terça-feira. Tela Retina e processador mais rápido são esperados.

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O iPad 2 foi lançado há cerca de dois anos e meio. Em termos de tecnologia, ele não está apenas datado, mas já virou uma “relíquia”. E, mesmo assim, o aparelho lançado em 2011 é a base do aparelho iOS que mais uso (e gosto): o iPad Mini.

Com o esperado lançamento do novo iPad Mini (e de muito mais novidades) no evento da Apple de amanhã, 22/10, vale relembrar o que torna o iPad Mini um produto tão atraente.

Não é uma Tela Retina – o iPad Mini ainda traz o número de pixels do iPad original, de 1024×768 pixels, apesar de ter uma densidade de pixels um pouco maior, com 163 pixels por polegada (ppi) em razão do tamanho menor da tela, com 7,9 polegadas.

Também não é a velocidade do aparelho. Com um processador A5, o iPad Mini traz uma tecnologia que está duas gerações atrás do iPad 4. Mesmo com bem menos pixels do que o iPad 4, ele fica atrás em exibição de frame rates. E roda o iOS 7 – ou quase isso.

O apelo do iPad Mini é simples: ele tem cerca de metade do peso e tamanho do iPad full-size. Com pouco mais de 300 gramas, o iPad Mini é fácil de segurar com uma mão por períodos mais longos de tempo. É pequeno, leve e conveniente. Como um frequente revisor de iPads, sempre tenho um iPad full-size por perto, em casa ou no trabalho – mas quase nunca o uso.

Comprei o iPad Mini principalmente para que tivéssemos outra unidades para testes e como referência no site. Mas à medida que usava o tablet, descobri algo que me surpreendeu: não conseguia largá-lo. Com certeza é o aparelho iOS com o qual passei mais tempo nos últimos 12 meses.

Quando considero o que a Apple devia fazer para melhorar o iPad Mini em sua segunda geração, velocidade está no topo da lista. O novo iPad Mini deveria ser tão rápido quanto o iPad 4, para ser capaz de rodar o iOS 7 sem nenhum problema.

 Sou um pouco mais cético sobre a Tela Retina. Acho que adicionar um display de alta resolução ao iPad Mini seria uma coisa muito boa, não me entenda mal. Mas a chegada da Retina teria um preço. Como vimos na transição de telas desse tipo nos iPads de 9,7 polegadas, essas telas usam muito mais energia. O iPad 3 era mais pesado e groso do que seu antecessor, para poder ter uma maior capacidade de bateria. Se o apelo do iPad Mini é justamente ser fino e leve, ele não colocar muito peso extra para poder suportar a Tela Retina.

Se há algo que aprendi nesse último ano usando o iPad Mini, é que comprei um modelo muito básico. Na época, peguei a opção mais barata, com 16GB e Wi-Fi. Se pudesse refazer essa compra, teria pedido pelo menos o modelo de 32GB. Talvez também teria incluído a opção de conexão 3G. Comprei o tablet como uma curiosidade, mas acabou virando uma estação de trabalho móvel.

Caso precicasse prever o que vai acontecer, seria que o novo iPad Mini terá uma Tela Retina e componentes internos baseados no iPad 4 – tudo isso em um aparelho que seja imperceptivelmente mais grosso e pesado do que o modelo atual do Mini. Talvez isso seja pedir demais.

Se a Apple realmente “quebrar a barreira” da Tela Retina no iPad Mini, espero que a empresa mantenha um modelo atualizado sem o display de alta resolução por um preço menor. Como vi nesse último ano, o iPad Mini sem Tela Retina é um ótimo aparelho. Só precisa ser mais rápido do que o iPad 2. Estou bastante confiante de que a Apple vai fazer isso acontecer, com ou sem Tela Retina.

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