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Artigo: será que precisamos mesmo do Google +1?

Botão de recomendação da Google estará em breve em todos os sites, mas ameaça de invadir o campo sagrado dos resultados de busca é um problema.

JR Raphael, da PC World/EUA

01/04/2011 às 12h48

Foto:

Não sei como dizer isso, mas começo a pensar que sou
antissocial.

E não é porque atualmente falo mais com smartphones do que
com humanos: isso é apenas parte de um dia normal.

Meu sentimento recém-descoberto vem do fato de que não estou
dando a mínima para o novo esforço da Google em rede social, o Google +1. O
máximo que ele me causa é uma leve perturbação.

Oficialmente, o Google +1 veio ao mundo na quarta-feira
(30/3) e tem sido liberado às pessoas desde então. O serviço é como o botão Like
do Facebook, só que em vez de divulgar sua aprovação em algum tipo de mural, o
Google +1 faz sua recomendação aparecer nos resultados de busca de seus amigos.

Logo, logo o botão Google +1 vai aparecer ao lado de cada
item dos resultados de busca do Google e – tal como a horda de botões de
aprovação social que vieram antes dele – aparecerá em todos os sites da web.

Se este botão +1 tivesse um widget Dislike (não gostar),
estaria clicando nele como se não houvesse amanhã.

Em dois
Meu problema com o programa Google +1 pode ser dividido em
dois. Primeiro: minha vida virtual já está transbordando de serviços sociais.
Eu recebo recomendações de amigos e colegas no Facebook. Eu ganho links o dia
todo no Twitter. Minha caixa de entrada está entupida de referências e materiais.
A última coisa de que preciso é mais um lugar para encontrar endossos e
sugestões de compartilhamento.

Dito isso, o Google +1 invade o que eu vejo como um campo
neutro sagrado. Quando faço uma busca na web, não quero ver o que minha antiga
colega de faculdade pensa daqueles resultados. Não quero saber se 20 pessoas
quaisquer aprovam este ou aquele link.

Eu quero uma página limpa e livre de penduricalhos, que me
mostre os resultados mais relevantes com base em medidas globais agregadas –
você sabe, aquela coisa toda de “algoritmo”. Para mim, toda essa coisa social
nas buscas resulta apenas em um volume de ruídos que seria totalmente
dispensável.

O movimento +1 me faz lembrar um pouco do Google Social
Search, um projeto que se expandiu no começo deste ano para incluir links
compartilhados no meio das páginas de buscas. Nesse sentido, o +1 é também algo
reminiscente do Google Buzz, que apareceu brevemente em minha caixa postal em
meados do ano passado.

À época, escrevi sobre o Buzz que a última coisa de que
precisava era outro site de rede social para lidar enquanto deveria estar
trabalhando. E o último lugar no qual eu precisaria disso seria no site que
serve como uma de minhas principais ferramentas de produtividade.

Isso resume também o que penso do Google +1. Claro que posso
ver os benefícios do programa, sob a perspectiva da Google. E, ei, algumas
pessoas certamente vão amar a camada social que a empresa acrescentou.

Mas, para aqueles de nós que valorizam a abordagem limpa e
espartana que a Google aplica a suas buscas, seria ótimo se houvesse uma opção
para desligar o +1.

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