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Associação das operadoras nega risco de ‘caladão’ no Brasil

Abrafix rebate as declarações do presidente da Anatel de que sistema telefônico poderia sofrer pane por sobrecarga.

Redação do IDG Now!*

25/11/2009 às 16h44

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O presidente da Associação Brasileira de Concessionárias do Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix), José Fernandes Pauletti, descartou a possibilidade de haver um colapso do sistema de telecomunicações no
Brasil.

“Não há a
menor hipótese”, afirmou Pauletti, durante o mesmo seminário em que, momentos antes, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardemberg, anunciou que uma comissão foi criada para estudar o assunto e evitar um "caladão".

Segundo Pauletti, o serviço de telefonia fixa do País está estacionado em 40 milhões de usuários. O executivo também
não considera a hipótese de que o crescimento da demanda por banda larga
móvel e celulares possa levar a um colapso.  “Banda larga tem algumas
concentrações, alguns gargalos, mas não leva a um 'caladão'”, afirmou. Para o presidente da Abrafix, o sistema de telecomunicações
brasileiro está bem estruturado.

Para diminuir a sobrecarga na
infraestrutura do setor, as empresas de telefonia e a Anatel devem ser
reunir no dia 3/12 para negociar a permissão para o
compartilhamento das redes. A experiência já foi testada em cidades com
menos de 30 mil habitantes.

Na época da licitação do serviço de banda
larga móvel 3G, a agência impôs como condição que essas cidades
menores fossem atendidas, e o compartilhamento foi então utilizado.
Agora, os setores privado e público negociam uma divisão maior da rede
para todo o País.

Controle
O
superintendente de serviços privados da Anatel, Jarbas Valente, disse
que o órgão regulador também vem controlando os serviços de banda larga móvel
para evitar um
colapso. Segundo ele, o serviço só é liberado quando as empresas
comprovam que as redes estão preparadas para atender novos
consumidores. “Se não estivéssemos acompanhando seria muito mais [o
crescimento do mercado de banda larga]. Não tem problema porque nós
estamos segurando [a oferta do serviço]”, afirmou.

O
mercado de banda larga 3G cresceu quase 20% só em outubro de 2009. Para o superintendente da Anatel, se a oferta do serviço
estivesse liberada, esse crescimento poderia ser mais do que o dobro registrado. Em outubro passado, 70% do crescimento do mercado de telefonia móvel teve origem nas vendas de banda larga.

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