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Até 2014, 25% dos assinantes de telefonia móvel no Brasil terão smartphone

Estudo da 3G Americas prevê que até o fim de 2010, País contará com 29 milhões de usuários de banda larga, sendo 15 milhões em 3G

Edileuza Soares, para o IDG Now!

28/04/2010 às 20h03

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Dentro de cinco anos, um em cada quatro assinantes de telefonia móvel no Brasil terá um smartphone. A previsão é de um estudo realizado pela 3G Americas, associação que reúne provedores de serviços e fabricantes de telecomunicações da América Latina. O relatório foi divulgado nesta quarta-feira (28/4).

Segundo a entidade, até 2014 a taxa de penetração dos terminais 3G chegará a 25% dos usuários móveis. Em 2009, esse índice era de 8% da base de mais de 173 milhões de assinantes móveis que havia no país em dezembro do ano passado.

O ritmo de crescimento da internet móvel deverá mudar o desenho do mercado de banda larga, até então fincado no modelo fixo. Pelas projeções da 3G Americas, o Brasil fechará 2010 com 29 milhões de assinantes de banda larga. Desse total, 15 milhões serão de 3G e os 14 milhões restantes das redes fixas.

Em 2014, essa cisão será ainda mais acentuada. O país terá 90 milhões de assinantes de banda larga, 60 milhões deles com internet móvel 3G e 30 milhões fixas. Como resultado, o uso do SMS vai cair no Brasil. As pessoas vão preferir internet móvel para se comunicar via redes sociais. 

O diretor da 3G Americas para a América Latina e Caribe, Erasmo Rojas, acredita que o uso desses terminais será impulsionado pelo interesse das pessoas em acessar banda larga pelo celular. Pesquisas da associação revelam que cresceu o número de assinantes que está acessando 3G pelos terminais. Até o ano passado, a maior parte das conexões era por modem. No fim de 2009, o País contava com 13 milhões de usuários de banda larga. Entre esses, 8 milhões navegavam pelos smartphones ou celulares 3G e 5 milhões pelo computador via modem 3G.

Rojas avalia que um dos fatores que estão estimulando os usuários a acessarem 3G pelo celular são as campanhas agressivas das operadoras para vendas de smartphones, e também o surgimento de novos terminais como modelos de BlackBerry e iPhone.

O executivo explica que há interesse das prestadoras de serviços em incentivar o uso dos smartphones porque elas perceberam que os modems 3G estão sobrecarregando a rede. “Muitos usuários tentaram substituir a rede fixa pela rede móvel via modem 3G e baixavam muito conteúdo.” Agora as teles querem aumentar a taxa de penetração dos smartphones.

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