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Atualizações no Firefox 4 serão feitas sem consentimento do usuário

Mozilla afirma que correções de segurança ocorrerão silenciosamente e deixarão o browser sempre atualizado.

Computerworld/EUA

06/08/2010 às 17h34

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Assim como a Google, com seu navegador Chrome, a Mozilla pretende incorporar ao Firefox 4 o recurso de atualizações silenciosas. Inicialmente, a organização não deu muita atenção a essa característica de seu concorrente, mas agora reviu seus conceitos e planeja inclui-la na próxima versão do browser – que deve ter seu terceiro beta liberado na próxima semana –, estando disponível até o fim do ano.

As atualizações silenciosas, no entanto, estarão presentes somente no Firefox desenvolvido para o Windows, informa a Mozilla. A maioria dos updates, principalmente os de segurança, serão baixados e instalados automaticamente, sem que qualquer autorização seja pedida ao usuários, confirmou Alex Faaborg, principal designer do navegador.

“Nós só pediremos pelo consentimento do usuário no caso de grandes alterações, como no momento da migração do Firefox 4 para o 4.5 ou 5.0”, disse o executivo em uma mensagem publicada no fórum oficial da Mozilla. “Infelizmente, os internautas ainda verão a barra de progresso sendo carregada durante a atualização, mas isso é um problema de implantação, não uma questão de interface; idealmente, as correções poderiam ser aplicadas silenciosamente”.

Diferentemente do Chrome, no entanto, a Mozilla deixará que os usuários desabilitem a função, preferindo a configuração tradicional na qual se deve permitir que o donwload e a instalação sejam feitos.

O navegador da Google foi pioneiro nesse recurso, habilitado no software desde setembro de 2008. Segundo a empresa, fazer com que as correções de segurança deixem de ser uma escolha do usuário torna o programa mais seguro.

“Qualquer desenvolvedor deveria incorporar as atualizações silenciosas em seus softwares, pois assim tanto o fabricante quanto o usuário serão beneficiados, especialmente no caso de programas muito explorados, como os browsers e seus plugins”, diz o comunicado de um engenheiro da Google, em maio de 2009.

Explicações
De acordo com o estudo “Porque atualizações silenciosas aprimoram a segurança”, 97% dos usuários de Chrome tinham a versão mais atualizada do navegador 21 dias após sua liberação. Como comparação, este índice cai para 85% no caso do Firefox e apenas 53% para o Safari.

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Faaborg e Robert Strong, dois dos engenheiros que estão por trás do novo recurso, defenderam a iniciativa.

“Penso que a grande maioria dos internautas prefere um aplicativo que não os incomode com o que eles consideram pequenos detalhes”, escreveu Faaborg. “Recebemos muitas reclamações de que as atualizações do Firefox são muito constantes, e que as pessoas não enxergam diferença entre uma versão e outra. O que é compreensível - afinal, nesse caso, são correções de segurança. Elas dizem que nós mudamos muito de ideia e que deveríamos lançar uma versão e pronto”.

“Esse é um tipo de pessoa que não quer ser avisado sobre ou updates. Não há um tamanho único que agrade a todos os comportamentos”, completou Strong na mesma discussão online.

A Mozilla não é a única grande desenvolvedora a alterar o modo como seus patches são instalados. A Adobe também adicionou o recurso de atualização silenciosa ao seus programas Reader e Acrobat. Entretanto, a empresa não deixou a função como padrão e afirma que também não pretende fazê-lo no futuro. Os usuários que assim preferirem, portanto, devem habilitar as atualizações silenciosas a partir das configurações dos softwares.

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