Áudios vazados de reuniões internas do Facebook expõem Zuckerberg

Governo, concorrentes e liderança autocrática são alguns dos temas abordados

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Parece que o jogo virou. Depois de responder pelo vazamento de dados de milhões de usuários do Facebook, agora foi a vez de Mark Zuckerberg, CEO da empresa, ter seus áudios vazados. A divulgação do material foi realizada pelo site The Verge.

O conteúdo totaliza cerca de duas horas de áudios gravados durante duas reuniões internas realizadas no mês de julho com funcionários do Facebook. Dentre os temas abordados, estão o plano para abater o concorrente TikTok, a liderança autocrática de Zuckerberg, citações sobre o governo dos Estados Unidos, além de um “tutorial” de como os funcionários devem lidar com aqueles que criticam a rede social.

Poder para Zuckerberg e mais ninguém

“Uma das coisas que tive a sorte de construir esta empresa é que eu tenho o controle do voto, e foi nisso que eu me concentrei desde o início. E isso foi importante porque, sem isso, eu teria sido demitido em várias ocasiões. Com certeza.”.

Falando sobre os convites que recebeu para prestar depoimentos em diferentes países sobre a situação do Facebook, o executivo disse que ele é o motivo da empresa ainda estar de pé, mas que isso também o tornou um alvo único para as críticas. No entanto, para Zuckerberg, sua liderança autocrática é a chave do sucesso do Facebook.

“Em 2006, quando o Yahoo quis comprar nossa empresa, eu provavelmente teria sido demitido e teríamos vendido a empresa. Nós nem estaríamos aqui se eu não tivesse controle. E então, durante todo o tempo, fomos capazes de focar as coisas certas a longo prazo, seja passando por nosso IPO e focando na criação dos produtos móveis certos, em vez de focar apenas na monetização e na inserção de anúncios”.

Sobre o governo dos EUA: se me atacar, eu vou atacar

A pré-candidata à presidência dos EUA, Elizabeth Warren, já tem sido chamada de terror do Vale do Silício, pois um dos principais pilares da sua campanha é a proposta de “quebrar” as gigantes da tecnologia por meio do desmembramento do que ela chama de fusões anticompetitivas. No entanto, isso não parece assustar Zuckerberg, que está disposto a batalhar pela empresa na justiça, caso seja necessário.

“Você tem alguém como Elizabeth Warren que pensa que a resposta certa é separar as empresas […] se ela for eleita presidente, eu apostaria que teremos um desafio legal e apostaria que venceremos o processo legal. E isso ainda é péssimo para nós? Sim. Quero dizer, eu não quero ter um grande processo contra nosso próprio governo […] Mas veja, no final do dia, se alguém vai tentar ameaçar algo que existencial, você vai para o tatame e luta “.

TikTok: tentando aplacar a ameaça

Para tentar conter o avanço global do TikTok, plataforma de vídeos curtos que está viralizando por aí, o cofundador do Facebook disse que aposta em um clone que criou, o app Lasso. O caso lembra muito a incursão contra o Snapchat, que incluiu o lançamento da ferramenta Stories.

“Temos um produto chamado Lasso que é um aplicativo independente em que estamos trabalhando, tentando ajustar o mercado do produto em países como o México […] Estamos tentando primeiro ver se conseguimos fazê-lo funcionar em países onde o TikTok ainda não é grande antes de competirmos com o TikTok nos países em que ele é grande”, disse o executivo.

Twitter também entrou na roda

“É por isso que o Twitter não pode fazer um trabalho tão bom quanto possível. Quero dizer, eles enfrentam, qualitativamente, os mesmos tipos de problemas. Mas não podem investir. Nosso investimento em segurança é maior que toda a receita da empresa [ risos ] E sim, estamos operando em uma escala maior, mas não é como se eles enfrentassem questões qualitativamente diferentes. Eles têm todos os mesmos tipos de problemas que nós”.

Os áudios e as transcrições na íntegra estão disponíveis no site do The Verge, em inglês.

Fonte: The Verge

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