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Austrália também irá investigar Google por invasão de privacidade

Mais uma vez, Google Street View e coleta não-autorizada de dados em redes Wi-Fi colocam a empresa na mira das autoridades

Computerworld (Austrália)

07/06/2010 às 9h16

Foto:

A
Procuradoria-Geral da Austrália convocou a Polícia Federal local (AFP) para
investigar se o Google também teria coletado dados de forma não-autorizada de
redes Wi-Fi desprotegidas por meio do Street View. Com isso, já são seis países
que investigam a empresa pelo mesmo caso. Os outros são Alemanha, Itália,
Canadá, EUA e Reino Unido.

Segundo as autoridades australianas, caso o Google tenha captado essas
informações, estaria violando a lei 1979 das Telecomunicações, que trata de interceptação
e acesso a dados.  No último dia 24,
Stephen Conroy, ministro das Comunicações da Austrália já havia comentado sobre
o caso e atacou a empresa.

“É
possível que essa tenha sido a maior violação de privacidade em toda a história
das democracias ocidentais”, disse ele. “Depois de ser apanhado pelos
comissários europeus da privacidade, o Google admitiu que seus carros Street
View captam não apenas imagens da sua rua e da sua casa sem permissão, mas
também recolhe informações de pessoas que usam conexão Wi-Fi, ou seja, seus
dados pessoais e, eventualmente, e-mails.

O ministro afirmou também que
o comissário que trata de assuntos relacionados à privacidade naquele
país,  havia entrado em contato com o
Google para falar sobre o assunto e que, até o momento,  ambos os lados estavam “envolvidos em uma
conversa”. O comissário também planeja investigar a empresa por possíveis
vazamentos de dados.

“O Google admitiu a coleta e
afirma que isso foi causado por um erro no código do software, o que significa
que se trata de um erro deliberado: o tal código estava capturando informações
de qualquer jeito”, declarou o ministro.

Um porta-voz do Google Austrália
disse que a companhia já admitira publicamente a recolha dos dados, mas afirmou
que tudo não passara de um erro. “Isso foi um erro do qual estamos
profundamente arrependidos”, disse ele. “Estamos em contato com as autoridades
competentes para responder quaisquer perguntas que eles tenham”.

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