Home > Notícias

Autoridade dos EUA faz acordo com desenvolvedor de software espião

Companhia anunciava que programa poderia "monitorar outros PCs de forma secreta, além de gravar dados de forma remota".

Robert McMillan, do IDG News Service

03/06/2010 às 10h11

Foto:

O Federal Trade Commission  (FTC), órgão governamental de defesa ao consumidor dos EUA, entrou em acordo com a empresa CyberSpy Software, depois de processar a companhia por vender um software espião "100% indetectável". A companhia continuará a comercializar o programa - batizado de RemoteSpy - mas deve tomar medidas para impedir que ele seja mal utilizado ou anunciado como uma ferramenta que espiona o PC de outra pessoa.

O FTC processou a CyberSpy em novembro de 2008, na tentativa de fazer a empresa mudar suas práticas comerciais. Agora, para evitar que o aplicativo seja usado de forma ilegal, a companhia deve realizar alterações para impedir sua instalação sem que o usuário saiba e também "criptografar os dados transmitidos via Internet". Além disso, a empresa deve monitorar suas filiais para garantir que elas cumpram a ordem, e removam versões legalizadas do software dos PCs atingidos.

Até 2008, a CyberSpy anunciava seu produto como uma ferramenta que permitia aos usuários "monitorar outros PCs de forma secreta, além de gravar seus dados sem a necessidade de acesso físico ao mesmo". Hoje, ele é vendido como uma ferramenta que permite que usuários espionem seus próprios computadores, com o objetivo de manter o controle de crianças e empregados.

Anteriormente, a empresa enviava instruções detalhadas sobre como anexar um arquivo executável do RemoteSpy a um e-mail, disfarçado como uma foto ou outra informação legítima. Agora, a CyberSpy simplesmente aconselha seus utilizadores a fazer uma pesquisa no Google sobre como comprimir anexos executáveis, caso queira enviar o RemoteSpy para o seu proprio computador, para mantê-lo bloqueado por filtros de e-mail.

Spywares como esse podem ser uma grande dor de cabeça para administradores de sistema. Em março deste ano, um auxiliar cirúrgico chamado Scott Graham foi condenado a três anos em condicional e a pagar uma indenização de 33 mil dólares a um hospital de Akron, Ohio, após enviar um programa do gênero ao e-mail de um funcionário da instituição, que o instalou em um PC do departamento de cirurgia cardíaca pediátrica. O software, chamado SpyAgent, captutou cerca de mil screenshots contendo informações confidenciais de pacientes e os enviou para Graham.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail