Home > Notícias

AVG: ‘nosso antivírus é tão bom quanto qualquer um pago’

Para JR Smith, CEO da empresa, resultados independentes mostram quem produtos gratuitos podem ter resultados tão bons quanto os que exigem licença.

Renato Rodrigues, do IDG Now!*

13/09/2011 às 1h51

Foto:

PRAGA
- “Nosso antivírus é gratuito e tão bom quanto qualquer um pago”. É com esse argumento que o CEO da AVG, JR Smith, espera avançar em um dos
maiores mercados de segurança do mundo: o brasileiro.

O executivo disparou contra a concorrência durante o evento de lançamento das versões 2012 dos principais produtos da companhia, o AVG Antivírus e o Internet Security, na cidade-sede da empresa, Praga – capital da República Tcheca. “Os testes comparativos independentes, como os da AV Comparatives, mostram que às vezes somos até melhores que alguns produtos pagos”, afirma.

Por sinal, a bela cidade tcheca também é o quartel –general do maior concorrente da AVG no mundo dos antivírus gratuitos, a Avast, empresa que afirmou ter nada menos que 15 milhões de usuários no Brasil. Embora não divulgue números, JR Smith disse ao IDG Now! que a AVG está “bem
perto disso”. Com isso, as empresas tchecas teriam, juntas, praticamente 50% do mercado total de segurança online no país, deixando os outros 30 milhões de internautas para serem disputados por nomes como Norton, McAfee e Kaspersky.

JR Smith segue confiante no modelo “freemium” adotado por AVG e Avast. “Temos um excelente antivírus gratuito, com o mesmo desempenho da versão paga”, afirma. “Quem quiser mais recursos e assistência técnica, é só comprar o produto completo”, completa. Ele admite que a maioria dos usuários não gasta um centavo para usar os produtos da AVG – no entanto, cerca de 65% das pessoas  que pagam vieram das versões gratuitas.

O resultado final, segundo Smith, é lucrativo – embora, mais uma vez, ele não revele cifras. Mas há números que o executivo faz
questão de divulgar. A empresa, fundada em 1991, tem 650 funcionários e quase 100 milhões de usuários ativos no mundo, e diz limpar mais de 100 milhões de ameaças diariamente. “A cada 6 segundos ganhamos um usuário”, afirma.

Outro dado enfatizado por ele é que o site da AVG é o mais acessado entre as empresas de segurança há 350 semanas, e o antvírus é o software de proteção mais baixado no Download.com.

A AVG também espera faturar contra o aumento dos ataques contra as
plataformas móveis, especialmente o Android. Para isso, lançou há pouco tempo um software de proteção específico para smartphones com o SO.

Smith também rebateu críticas de que empresas como AVG e Avast, por não faturarem tanto, investem menos em desenvolvimento de produto que as concorrentes pagas. “Percentualmente, gastamos tanto quanto eles, e os resultados estão aí para provar”, afirma.

Linha 2012

A empresa demonstou em Praga as versões 2012 de seus antivírus e do Internet Security. Enquanto o primeiro traz a proteção básica contra malwares, o segundo, somente em versão paga, traz recursos como
“aceleração de vídeos online”, que promete diminuir o tempo de espera em sites como o YouTube, além dos tradicionais antispam e firewall. O AVG IS2012 também traz scanner de links, tanto em redes sociais como no Messenger e “modo gamer”, que evita verificações quando o micro está sendo muito exigido.

Segundo os executivos da companhia, em relação à versão 2011, a nova está 50% menor em relação ao tamanho dos arquivos de download e tempo de instalação, ocupa 45% menso espaço no HD e exige 20% a menos em termos de processamento e memória.

Tal como a grande maioria dos concorrentes,a AVG diz que seus produtos protegem o internauta usando uma combinação de duas tecnologia. A primeira é o velho sistema de assinaturas, em que um vírus é detectado e produz-se uma vacina específica contra ele – o problema é que a criação de malwares está muito mais veloz que as empresas conseguem acompanhar, o que está deixando esse modelo obsoleto. A segunda barreira é a chamada “heurística/comportamental” – se algum novo arquivo parece ter um comportamento suspeito, como tentar mudar configurações do sistema, ele e barrado a priori.

Outro conceito em voga também adotado pela AVG é a chamada “proteção em nuvem”. Cada vez que o software no PC de um dos 98 milhões de usuários detecta um arquivo suspeito, o código é enviado para análise nos servidores da companhia – os quais produzem uma vacina contra ele, se necessário. “Estamos cada vez melhores nisso”, garante Smith.

* O  jornalista viajou a convite da AVG

 

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail