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Aviões de papel lançados do espaço pela Samsung são resgatados

Ação visava comprovar a confiabilidade de seus cartões SD afixados aos aviões. Alguns já foram recolhidos na África, Ásia e Oceania

Kevin Fogarty, da ITworld/EUA

08/02/2011 às 13h05

Foto:

“Cientistas” trabalham para confirmar a localização de
dúzias de veículos descontrolados que caíram de mais de 37 km de altura em 17
de janeiro, numa das tentativas mais audaciosas de espalhamento de lixo dos
tempos modernos.

Como parte de uma campanha publicitária concebida para
demonstrar a confiabilidade de seus cartões de memória SD, a Samsung afixou
cartões a cem aviões de papel especialmente projetados, que foram arremessados no ar
rarefeito da fronteira do espaço a partir de um balão gigante de hélio.

Os aviões foram projetados por Andy Chipling - fundador da
Paper Aircraft Association e autor de Flying Paper Airplanes, chamado pelo
jornal The Guardian, de Londres, como “o profissional líder em aviões de papel
no Reino Unido” – com a ajuda do Projeto Icarus, que lança câmeras a alturas de
35 mil metros para tirar fotos de padrões climáticos e, imagino, aviões
de papel que esperam enfileirados, nos céus de Chicago, por sua aterrissagem.

A Samsung nunca explicou por que acreditou que uma ação dessas
– a saber, jogar pedaços de papel ao redor da Terra para que caiam em lugares
ignóbeis e remotos - provaria a confiabilidade de seus produtos. Afinal,
ninguém espera que os céus se abram e chuva aviões de papel com mídia digital.

Mas ela levou adiante a ideia e lançou os aviões em um balão de hélio nos arredores de Wolfsburg, na Alemanha, em 17 de janeiro.

O balão de hélio levou duas horas e meia para subir a mais de 37 mil
metros, quando explodiu. Depois de 40 minutos, ele voltou ao solo – ou quase.
Depois de cair de uma altura aproximadamente três vezes maior que a alcançada por um avião a jato,
ele ficou preso numa árvore e foi preciso ajuda da equipe que o lançou para descer os
últimos cinco metros.

Até agora, foram confirmados resgates de aviões em
Sidney, na Austrália; Khabarovsk, na Rússia, e em Bangalore, na Índia. Alguns
aviões menos ambiciosos caíram em Zehlendorf e em Berlim, na Alemanha.

Aterrissagens não confirmadas foram reportadas no Norte do
Canadá, no Noroeste dos Estados Unidos, e no sul da África.

Até agora, nenhuma palavra sobre quem encontrou os aviões ou
os cartões SD. Nenhuma palavra, também, sobre as inevitáveis multas que virão por
jogar lixo em lugar proibido.

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