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Banda larga: conheça as opções disponíveis para as empresas

Em São Paulo, além do Speedy, mercado corporativo conta com serviços de internet da Embratel, GVT e Oi.

Fabiana Monte, do Computerworld

22/05/2009 às 14h17

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Foto:

bandalarga_compartilhada_150A instabilidade no serviço de acesso à internet em banda larga da Telefônica, Speedy, verificada  recentemente e as duas outras que ocorreram em um período inferior a um ano trazem à tona, novamente, a importância das empresas buscarem opções de redundância para seus links de acesso, ou identificarem alternativas de conectividade disponíveis no mercado.

Nove entre dez empresas brasileiras têm acesso à internet, segundo pesquisa realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.Br), divulgada no final de abril. A tecnologia ADSL, como é o caso do Speedy e do Oi Velox, da Oi, é a mais utilizada pelas empresas, respondendo por 65% das conexões. Em segundo lugar, aparece o cabo, com 22%, e, em terceiro, o acesso via rádio, com 13% das empresas.

A edição mais recente do estudo Barômetro Cisco, realizado pela consultoria IDC a pedido da fabricante de equipamentos de rede, mostra que o mercado corporativo responde por 11,4% das conexões de banda larga fixa do Brasil.

A análise, que consolida dados de 2008, aponta como destaque a migração de empresas de médio porte para esta tecnologia, "devido à necessidade de acessos mais velozes e confiáveis". Além disso, no segmento corporativo, pequenas empresas são as principais usuárias de ADSL e cabo, com 872 mil acessos. As médias e grandes corporações, por outro lado, utilizam linhas dedicadas à internet.

Alternativas
Um dos serviços deste tipo é o IP Connect, da Oi, oferecido para grandes corporações, por meio de fibra óptica ou par de cobre da rede de telefonia convencional. Segundo a assessoria de imprensa da operadora, o "IP Connect é ideal para clientes que precisam acessar a internet com garantia de banda e acordo de nível de serviço de atendimento". As velocidades disponíveis são entre 64 quilobits por segundo (kbps) e 155 megabits por segundo (Mbps) e um custo mensal fixo, independente da utilização. O custo varia em função de cada projeto e velocidade.

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Para pequenas e médias empresas, a companhia conta com opções de banda larga fixa (Oi Velox Empresarial) e móvel (Oi Velox 3G). No primeiro caso, a velocidade disponível vai até 8Mbps, com preço a partir de 79,90 reais, no Rio de Janeiro. Já a banda larga móvel tem três opções de plano, a partir de 59,90 reais, com velocidades de 300Kbps, 600Kbps e 1Mbps, e pode ser contratada como complemento ao plano de banda larga fixa.

A oferta da TIM também conta com três alternativas de pacotes: até 600 kbps, por 89,90 reais; até 1 Mbps, por 119,90 reais, e até 7 Mbps, por 189,90 reais, mas é comercializada para empresas de todos os tamanhos - assim como a Claro, que também tem três ofertas: 250 kbps (59,90 reais), 500 kbps (84,90 reais) e 1 Mbps (119,90 reais).

João Alberto Rodrigues Simões, gerente de clientes nacionais e grandes contas da Vivo, afirma que banda larga móvel deve ser encarada como uma alternativa complementar ao link fixo e não como a principal tecnologia de conexão à web usada pela empresa. "Para os clientes cujo acesso à internet é crítico, sem dúvida é isso", diz.

De acordo com o executivo, um dos fatores é que, na banda larga fixa, a operadora não oferece níveis de acordo de serviço, ao contrário do que acontece com linhas dedicadas, por exemplo. Um dos usos indicados por Simões é no caso de empresas que têm unidades em regiões remotas, onde não há rede fixa. Nestes casos, a banda larga móvel é utilizada para transmitir dados da área distante até o datacenter ou até um prédio da companhia localizado onde exista um link.

A expectativa da Vivo é que o número de clientes de sua solução de banda larga móvel corporativa cresça 50% este ano - mesmo avanço registrado de 2007 para 2008. "As soluções se complementam, mas há uma perspectiva do aumento de uso da rede celular", avalia Simões.

A Embratel oferece soluções que utilizam a rede fixa (fibra óptica e par de cobre) e a tecnologia sem fio WiMax. Para pequenas e médias corporações, a oferta envolve telefonia e acesso à internet por meio de uma rede WiMax.

O diferencial, segundo a assessoria de imprensa da Embratel, é que as pequenas e médias companhias "não precisam recorrer a serviços destinados a grandes corporações (link dedicado, por exemplo), nem a pacotes para usuários residenciais". O custo mensal é de 189,90 reais, acrescidos de impostos, dos quais 100 reais são uma franquia para serviços de voz e 89,90 reais para serviços de internet, com banda larga de 1Mbps.

Já para as grandes corporações, a oferta da Embratel é o Business Link Direct, com acesso dedicado a partir de 1 Mbps, até 1 gigabit por segundo (Gbps), com acordo de nível de serviço. O valor varia em função do projeto e da velocidade contratada.

A oferta de conectividade à internet da GVT para empresas é semelhante à das outras teles. Segundo Alexander Montesdioca, gerente de marketing de produtos corporativos da operadora, atualmente, entre 70% e 80% dos clientes dessas soluções da companhia utilizam o produto como link principal. O restante contrata o serviço para ser usado como backup.

De acordo com o executivo, é difícil estabelecer o preço das soluções, porque a variação é grande, já que as ofertas são customizadas caso-a-caso.

Para pequenas empresas, há opções de planos com velocidades de 1 Mbps até 20 Mbps. A solução criada para as grandes é a conexão dedicada. "Isso vale para a partir do momento que a empresa precisa ter garantia de banda", orienta.


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