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Banda larga pode levar à criação de nova estatal, afirma ministro

Ministro das Comunicaçôes Hélio Costa diz em programa de TV que governo pretende ser gestor de uma empresa, mas não sabe se ela será a Telebrás. Garante apenas que o governo não pretende atuar na última milha

Andrea Giardino, da Computerworld

07/12/2009 às 21h23

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“A internet banda larga no Brasil é uma das mais caras do mundo, se não for a mais cara”, afirmou o ministro das Comunicações Hélio Costa, durante gravação do programa Roda Viva, da TV Cultura, que vai ao ar nesta segunda-feira (7/12). Pela primeira vez, ele reconhece o assunto em público, mas não sabe se a Telebrás faz parte dos planos.

“Acredito que não. O governo quer ser o gestor de uma empresa”, disse. Mesmo assim, Costa explicou que governo não tem a pretensão de ser o fornecedor da última milha no plano nacional de banda larga. Mas não hesitará em chamar os pequenos provedores para resolver os problemas de acesso.

O plano pretende impulsionar e estruturar um sistema nacional de banda larga que favoreça a competição em bases colaborativas, tanto para uso público quanto privado. Na opinião de Costa, a lei atual impede o uso do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) para a massificação da banda larga e da telefonia celular.

Costa falou ainda sobre os problemas da telefonia no Brasil, que, na sua opinião, é reflexo da rápida expansão da área e falta de maior infraestrutura das operadoras, tanto fixas quanto móveis.

O ministro citou a quantidade de reclamações que chegam aos órgãos de defesa ao consumidor, a exemplo do Procon. “De novembro para cá foram 16 mil reclamações contra as operadoras de telefonia em meio a um total de 210 milhões de linhas no País”, destaca.

No entanto, o ministro acredita que seja um tanto quanto complicado para as empresas atender às regras da nova lei do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor). “Não estou aqui defendendo as empresas. Mas querer que elas respondam em um minuto sobre reclamações é um exagero”, afirmou.

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