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Batalha de tablets: iPad x PlayBook x Galaxy Tab

Comparamos as especifições dos aparelhos da Apple com seus dois principais concorrentes até o momento, que devem ser lançados até o início de 2011; veja quem leva a melhor

PC World / EUA

30/09/2010 às 12h13

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A guerra dos tablets esquentou ainda mais no início desta semana, com a estreia do BlackBerry PlayBook, da Research in Motion. A Apple, criadora do líder incontestável iPad, agora terá a concorrência da já RIM e da Samsung, com seu Galaxy Tab, apresentado no início do mês. As três rivais abordam o mercado de maneiras diferentes (como já acontece na “guerra dos smartphones”, com o iPhone, BlackBerry e Galaxy S): oferecem três sistemas operacionais diferentes, buscam três públicos distintos e oferecem modelos com preços variados.

Veja ao final do artigo uma tabela comparativa entre os três tablets (quatro modelos, já que ela traz as duas versões do iPad, Wi-Fi e 3G).

O BlackBerry PlayBook de 7 polegadas representa uma nova fase para a RIM. Ele possui um novo sistema chamado BlackBerry Tablet OS (resultado da aquisição da QNX pela empresa neste ano), e está cheio de “delícias” de hardware. Para quem não sabe, o PlayBook possui um processador dual-core de 1 GHz (em comparação com o single-core presente no iPad e no Galaxy Tab), e 1GB de memória RAM (o dobro do que o Galaxy possui e quatro vezes mais do que o iPad).

A exemplo do Galaxy Tab, o PlayBook possui duas câmeras, mas com quase o dobro de resolução em pixels (5MP na traseira e 3MP na frontal no PlayBook, contra 3MP na traseira e 1,3 na frontal no Tab). Melhor ainda, o aparelho da RIM poderá gravar vídeos em HD (alta definição), em 1080p, com a sua câmera traseira, enquanto o iPad não possui câmera. Os vídeos em alta definição que você gravar com o PlayBook também poderão ser reproduzidos em uma tela externa por meio da porta embutida microHDMI (o Tab pode fazer o mesmo, mas apenas por meio de um dock separado).

Novo sistema BlackBerry Tablet OS
Com o PlayBook, a RIM espera atingir principalmente o público corporativo, mas há vários recursos multimídia para manter os consumidores felizes. O novo sistema BlackBerry Tablet parece uma mistura entre o mais recente BlackBerry OS 6 (encontrado no smartphone BlackBerry Torch) e o WebOS, da Palm (que agora pertence à HP).

A Research in Motion e a Adobe também integraram o Flash Player 10.1 no PlayBook, assim como os apps Adobe AIR. Pegando outro exemplo do aparelho da Palm, o novo tablet da RIM consegue espelhar os dados de um telefone BlackBerry por meio de tethering (uso do celular como modem) Bluetooth. A RIM agora precisa trazer os desenvolvedores a bordo para criar aplicativos para o seu tablet. Novos incentivos foram adicionados como compras dentro do app, assim como acesso a APIs (Interface de programação de aplicativos) proprietárias para aplicativos. A Amazon já anunciou seu software de leitura Kindle para o PlayBook.

Perguntas não respondidas
A RIM deixou sem resposta alguns ingredientes importantes para o sucesso do PlayBook. Nada foi falado sobre o preço, especialmente uma vez que o aparelho não terá capacidade 3G no início, e não há nenhum subsídio de operadoras à vista. A fabricante possui a intenção de também oferecer tablets 3G e 4G, mas ainda não há nenhuma previsão para isso acontecer.

A fabricante do BlackBerry não divulgou qual a capacidade de armazenamento que estará disponível no PlayBook, mas informações dão conta de que os tablets exibidos no evento de lançamento tinham 16 GB e 32 GB a bordo.

A duração de bateria também é um mistério e, novamente, informações não confirmadas colocaram esse número em torno de oito horas, mais do que o Galaxy Tab, mas menos do que o iPad.

Por fim, a disponibilidade do BlackBerry PlayBook é desconhecida. A RIM disse que o aparelho seria lançado em 2011, dessa maneira perdendo a importante época de festas de final de ano. Um lançamento no segundo trimestre do ano que vem poderia significar problemas para o tablet da Research in Motion.

Apesar de o aparelho da RIM indicar desempenho de hardware superior ao iPad na comparação atual, a Apple deve atualizar sua linha de tablets com câmeras, além de mais memória RAM e maior poder de processamento. Por isso, quando chegar ao mercado, o PlayBook não irá “duelar” com o iPad atual, mas com a segunda geração do tablet da Apple.

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