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Baterias de nanofibra podem transformar movimento em energia

Com propriedades piezelétricas, fibras PDVF geram campos elétricos quando submetidas a deformações mecânicas ou movimento.

David Ayala, da PC World/EUA

19/02/2010 às 12h49

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Cientistas de Universidade da California, em Berkeley, desenvolveram fibras nanogeradoras capazes de transformar a energia do nosso movimento diário e convertê-la em energia elétrica. O que isso quer dizer? Em linhas gerais, caso a bateria do seu smartphone esteja acabando, basta dar uma corrida para recarregá-la.

As nonofibras são feitas a partir de um polímero de vinidileno (polyvinylidene flouride - PDVF), que os pesquisadores dizem ser barato e fácil de ser manipulado. As fibras trabalham sobre propriedades piezelétricas (ou seja, quando submetidas a deformações mecânicas produzem diferença de potencial entre as superfícies opostas). Tais fibras podem criar um campo elétrico a partir de movimentos mecânicos ou compressão. Teoricamente, qualquer movimento que se fizer – como caminhar ou correr utilizando roupas feitas a partir desse componente – pode produzir algum tipo de carga elétrica.

Esta não é a primeira vez que pesquisadores descobrem maneiras pelas quais roupas podem recarregar gadgets. Em janeiro, cientistas de Universidade de Stanford, também nos Estados Unidos e considerada arquirrival da Universidade da Califórnia, anunciaram ter desenvolvido um tecido capaz de reter carga.

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Foto: UC Berkeley

Em uma situação ideal, caso essa combinação de tecnologia e moda decole, podemos em breve ver smartphones e outros eletrônicos portáteis virem com ajustes necessários para serem recarregados a partir de vestimentas com PDVF.

A descoberta da equipe de Berkeley é significativamente mais eficiente do que tecnologias similares anunciadas no passado e pode, assim, ser transformar em um produto comercial.

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