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Bill Gates conta como a morte de Jobs impactou sua vida

Em entrevista, fundador da Microsoft falou sobre seu relacionamento com o inovador executivo, e como a morte de Jobs reforçou o desejo pelo trabalho filantrópico

Macworld/Reino Unido

26/01/2012 às 11h53

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Bill Gates foi inspirado a se dedicar ainda mais a seu trabalho filantrópico depois que a morte de Steve Jobs teria lembrado o fundador da Microsoft de que ele tem “tempo limitado” na Terra. A declaração de Gates foi dada durante o programa Nightline, durante uma entrevista sobre seu relacionamento com Jobs e como a morte do cofundador da Apple o afetou. 

Apesar de eles não terem sido bons amigos, Walter Isaacson, biógrafo de Jobs apontou que “as pessoas podem, às vezes, amar e odiar umas às outras ao mesmo tempo”. Gates revelou ter feito uma visita à casa de Jobs semanas antes do cofundador da Apple morrer.

“Ele e eu sempre gostamos de conversar. Falávamos sobre as outras companhias que surgiam, falávamos sobre nossas famílias e como ambos tínhamos sorte em relação às mulheres com as quais nos casamos. Eram conversas bem relaxantes”, relembrou Gates.

O relacionamento, entretanto, nem sempre foi tão cordial. Jobs ficou indignado quando soube que o antigo chefe da Microsoft tinha se tornado o homem mais rico do mundo, dizendo, “esse nunca foi meu objetivo. E, no fim, não sei se era o objetivo dele também”. 

Isaacson conversou com Gates, como parte de sua pesquisa para a biografia de Jobs, e o fundador da Microsoft contou que o modelo de negócios da Apple “só funcionaria se houvesse Steve Jobs”. Quando  contou isso a Jobs, ele respondeu que o modelo da Microsoft também funcionou, “mas apenas se você não se importar em oferecer produtos ruins”. 

 

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Relação entre Gates e Jobs (acima) era de amor e ódio 

Gates não é mais o homem mais rico do mundo, tendo doado grande parte de seu dinheiro. Desde 1994, a Gates Foundation já forneceu subsídios que totalizam mais de 26 bilhões de dólares a diversas ações é projetos filantrópicos. Entretanto, a morte de Jobs serviu como um lembrete a Gates de que ele precisa se empenhar em seus esforços de caridade, conforme disse na entrevista.

“É muito estranho que alguém tão vibrante, que fez uma grande diferença e que com uma presença tão constante tenha morrido. Faz você pensar ‘nossa, estamos ficando velhos’. Espero ainda ter um pouco de tempo para focar no que faço hoje, que é o trabalho filantrópico. E há drogas que estamos investindo agora que não estarão prontas nos próximos 15 anos - para erradicação da malária, preciso de duas décadas para preencher essa oportunidade. Mas isso te lembra que você precisa escolher coisas importantes porque você têm um tempo limitado."

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