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Black Friday: dicas para comprar com segurança em qualquer lugar

Reunimos as dicas das empresas de cibersegurança para você gastar sem colocar sua identidade, seu dinheiro e seus dados em perigo

Da Redação

22/11/2018 às 11h45

Foto: Shutterstock

Na sexta-feira (23/11) acontece uma das mais importantes datas do varejo brasileiro, a Black Friday 2018.  Enquanto os consumidores correm para conferir as ofertas e os descontos de grandes marcas, em sites e aplicativos, os cibercriminosos também se prepararam para fazer a  festa com truques cuja finalidade sempre será roubo de dados, roubo de identidade ou dinheiro.

Um truque comum são as ofertas falsas, semelhantes aos anúncios reais, que podem estar em publicidade, chegar por e-mail ou até estarem em sites de phishing. Reunimos algumas dicas de especialistas em segurança da Avast e da Eset que podem ajudar:

1. Desconfie de tudo

É sempre sensacional encontrar ótimos descontos. Mas se o preço for inacreditavelmente baixo, é provável que seja falso. Tome cuidado com anúncios online (banners e pop-ups, por exemplo). Muitas vezes eles podem ser utilizados por criminosos virtuais para redirecionar para sites maliciosos. Cuidado com anúncios como "clique agora" ou "entre em contato o mais rápido possível", são formas bastante comuns de fazer o usuário agir sem pensar e colocar seus dados onde não deve. Desconfie de tudo que não foi solicitado. Ignore boletos a pagar de produtos ou serviços que não solicitou ou um suposto prêmio a receber de uma promoção da qual não participou.

2. Prefira lojas conhecidas ou com reputação

Cuidado com uma loja online desconhecida, especialmente se estiver promovendo a venda de produtos a preços ridiculamente baixos. Antes de se arriscar, pesquise para saber mais sobre ela, buscando pelo site da loja, ou por suas mídias sociais e procure por avaliações de consumidores. .

3. Fuja dos e-mails de phishing

Prefira entrar na página oficial. Muitas vezes e-mails de ofertas são recheados de links maliciosos que levam para sites onde é necessário preencher cadastros com dados pessoais para um possível golpe. Quando receber e-mails, verifique o endereço do remetente e se não há erros de ortografia na mensagem. Caso ainda esteja em dúvidas, entre em contato com a marca para entender se a mensagem recebida é verdadeira.

4. Confira as URLs

É sempre mais seguro inserir URLs diretamente no navegador, evitando clicar em links e anexos incluídos em e-mails promocionais. O mesmo cuidado deve ser aplicado não apenas às lojas online, mas também para os bancos e outras intuições financeiras. Confira atentamente a grafia da URL, ou seja, o endereço da página para saber se é real. Há golpistas que se aproveitam de nomes famosos para confundir o comprador. Em vez do "m" colocam "rn" para fazer acreditar que o usuário está na página "mercadolivre" quando na verdade está em "rnercadolivre". A identidade visual quase idêntica pode ajudar ainda mais na confusão.

5. Cuidado redobrado nas redes sociais

Desconfie das promoções que chegam por Whatsapp, Skype ou Messenger do Facebook. Pode ser uma oferta de uma marca real, mas também pode um golpista se passando por empresas famosas, com o intuito de coletar seus dados ou instalar um software malicioso em seu dispositivo. Tenha bom senso. Não confie cegamente nas campanhas promovidas nas redes sociais. Os golpistas criam perfis falsos em redes como Twitter, Instagram ou Facebook para fazer campanhas publicitárias para que o usuário conclua a compra de uma oferta irresistível.

6. Veja se o site é seguro

Os consumidores devem ficar de olho na existência do cadeado HTTPS verde, que aparece ao lado do endereço do website na barra do navegador. O HTTPS é um protocolo que criptografa os dados enviados pela web. As pessoas não devem inserir os seus dados pessoais e as suas informações financeiras em uma página que não tenha o cadeado HTTPS.

7. Só pague com cartão ou boleto

Se já conferiu tudo e decidiu comprar, o último passo é a forma de pagamento. Caso uma loja não aceite pagamentos com cartões de crédito ou boleto e, ao invés disso, solicite criptomoedas, provavelmente ela não é segura. Os cartões de crédito ajudam a documentar e acompanhar sua compra e oferecerão a opção de denunciar uma cobrança fraudulenta para que possam receber o dinheiro de volta.

8. Os aplicativos não estão imunes

Embora as lojas oficiais de aplicativos, como Google Play e a App Store, realizem verificações de segurança antes de permitirem a disponibilidade de um aplicativo no mercado, é importante estar atento às falsificações. Há algum tempo atrás, a Avast encontrou aplicativos falsos na Google Play Store, utilizando logotipos e nomes de desenvolvedores parecidos ou idênticos com os aplicativos populares, para enganar as pessoas a fazer o download. Na maioria dos casos, os aplicativos falsos são projetados para roubar dados pessoais, porém alguns aplicativos vão além e interceptam SMS para abusar de códigos de autenticação de dois fatores ou, então, exibir páginas de login falsas sobrepostas em aplicativos de bancos, enganando os usuários a informar as suas credenciais de login bancário. Os compradores devem sempre verificar se estão fazendo o download de aplicativos legítimos. Para isso, basta visitar o site da loja oficial e baixar o aplicativo de lá.

9. Use apenas conexões confiáveis

Fazer compras em qualquer lugar para economizar tempo pode ser conveniente, mas pode expor as pessoas a riscos se isso for feito usando o Wi-Fi público. As redes Wi-Fi públicas são um ponto de entrada fácil para os ataques dos cibercriminosos e a maioria dos usuários não percebe que todas as informações pessoais transferidas, por meio dessas redes abertas e desprotegidas, se tornam indefesas. Ao fazer uma compra ou operação financeira, use uma conexão segura, ou, melhor ainda, seu plano de dados pessoal. Além disso, quando for pesquisar e comprar, utilize um dispositivo com sistema operacional e antivírus sempre atualizados.

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