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Brasil já conta com 950 mil conexões 3G ativas, diz Accenture

Consultoria indica que 600 mil delas são feitas via placas ou modems que permitem o acesso à internet em alta velocidade pela rede móvel.

Fabiana Monte, do Computerworld

14/08/2008 às 15h05

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A consultoria Accenture estima que existam no Brasil aproximadamente 950 mil conexões de terceira geração de telefonia celular. A conta é de Geraldo Pereira de Araújo, sênior advisor de mídia e tecnologia da consultoria. "Do total, cerca de 600 mil são placas ou modems. O resto é uma soma de 3G e de EVDO", afirma o especialista. Confira uma pesquisa da consultoria sobre mudanças provocadas pela convergência.

De acordo com Araújo, o acesso à internet por meio de redes móveis representa aproximadamente 10% das conexões de banda larga, fixa e móvel, do País, que somam 10 milhões - segundo o estudo Cisco Barômetro, da IDC, a expectativa é superar a marca de 15 milhões de conexões em 2010. Nos Estados Unidos, o porcentual é de 6%.

Para Araújo, a disseminação da 3G acontecerá de forma semelhante ao que se deu com as gerações anteriores de telefonia celular. "É uma questão de escala", diz. "O potencial do Brasil é o que atrai fornecedores, operadoras e players em geral. O comportamento do brasileiro, como o povo que navega por mais tempo na internet e é a maior comunidade do Orkut, gera um interesse grande", completa.

Ele ressalta que os padrões de consumo de conteúdo mudam à medida que consumidores adotam novas tecnologias e aparelhos. Dados da consultoria apontam que somente 23% da mídia consumida hoje vem da TV e que três em cada dez adultos assistem a algum tipo de conteúdo por meio de dispositivos móveis. "O consumidor quer acesso a conteúdo nas três telas: PC, TV e celular", afirma. E a terceira geração abre novos horizontes no que diz respeito a consumo de conteúdo.

Oportunidade para empresas de mídia
A aposta de Araújo é que mídia social e distribuição móvel são duas significativas oportunidades de crescimento para empresas de mídia nos próximos cinco anos. Segundo análise da consultoria, 79% dos executivos da área de mídia esperam ver receitas significativas provenientes de mídia social neste período e 84% apostam em telefonia móvel como fonte de rendimentos.
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O executivo também destaca que consumidores com menos de 35 anos têm menos tendência a dizer que estão satisfeitos com as atuais opções encontradas na TV e demonstram mais interesse em ver conteúdo em aparelhos alternativos. Eles também estão mais dispostos a pagar para fazer o download de conteúdo, mais familizarizados com TV sob demanda e preferem assistir a conteúdos neste período.

Numa comparação com Estados Unidos, México, Reino Unido, França, Espanha, Alemanha e Itália, pesquisa da Accenture aponta que o Brasil aparece em segundo lugar como o país com maior interesse em mobilidade, com 51%, atrás somente do México, que tem 66%. A Itália está em terceiro lugar, com 4%. Quando a comparação se dá sobre o interesse em pagar para fazer download, os brasileiros ocupam a terceira posição, com porcentual de 46%, contra 75% do México e 50% da Itália.

O estudo também mostra que os consumidores escolhem o tipo de contéudo com base no aparelho a ser utilizado. Para equipamentos móveis, a preferência é para informações de serviços públicos, conteúdos criados pelos usuários e específicos do aparelho, episódios completos de programas de TV, melhores momentos de programas e programas de TV resumidos.

Já para PCs, a ordem de escolha é diferente: episódios completos de programas de TV, informação de serviços públicos, conteúdo específico do aparelho, conteúdo criado pelo usuário, melhores momentos de programas, programas de TV resumidos.

A análise da Accenture demonstra que as empresas de mídia consideram a transformação de seus negócios uma questão desafiadora e que 63% delas adotaram estratégias de distribuição de conteúdo que cubram as três telas. Para 55% dos executivos, o mercado móvel se tornará de massa em três anos.

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