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Brasil já é o quinto no mundo em número de PCs vendidos

Venda de PCs cresce 38% no Brasil em 2007 e, pela primeira vez, supera a de televisores, com 10,7 milhões de unidades vendidas.

Mônica Campi, especial para PC World

10/04/2008 às 15h19

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Responda rápido: o que se compra mais no Brasil, computador ou televisão? Errou quem fez a aposta no tradicional aparelho de TV. Pela primeira vez, as vendas de PCs superaram as de televisores, com vendas de 10,7 milhões de máquinas comercializadas no país em 2007, contra 10 milhões de TVs, segundo dados da consultoria IDC e da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, respectivamente.

Essa marca elevou o país à posição de número cinco em venda mundial de PCs, atrás apenas de Estados Unidos (64 milhões), China (36 milhões), Japão (13 milhões) e Reino Unido (11,2 milhões), e bem à frente da Índia (6,4 milhões - 9º lugar). E tem mais: de acordo com as expectativas da IDC, o mercado brasileiro deverá ocupar o terceiro lugar neste ranking até o final de 2010.

Apesar do constante aumento nas compras de notebooks (que tiveram um crescimento de 153% em 2007, com 1,5 milhão de unidades vendidas), os brasileiros ainda compram muito mais desktops. No ano passado foram 9,1 milhões de novos computadores de mesa.

Para Angelo Fraia, gerente de desktops da HP Brasil, a venda dessas máquinas tem apresentado alta taxa de crescimento anual e tende a se manter assim nos próximos anos. “Não acredito que haja o risco de (o desktop) perder espaço para os notebooks em curto prazo, pois o consumidor possui diferentes motivações de compra para estes produtos”, avalia.

E o mercado de desktops ainda tem muito que crescer, apesar de apresentar, a cada ano e a cada trimestre, um crescimento menor que o anterior. Para Reinaldo Sakis, analista sênior de PCs da IDC Brasil, o motivo para manter esse crescimento é o fato de que “apenas 24% das residências têm computador, em sua maioria desktops, o que gera ainda grande oportunidade”. O mercado doméstico, por conta das agressivas formas de financiamentos oferecidas no varejo, vem ganhando a cada ano um espaço maior do total de vendas de computadores.

“A capacidade de crescimento para ambos (notebook e desktop) ainda é significativo”, acredita Ricardo Schacker, gerente de produto da fabricante de PCs Dell. “Os usuários atualmente buscam uma confi guração que permita que o computador seja não só um instrumento de trabalho e conexão, mas um centro de entretenimento” destaca Fraia, da HP.

Segundo César Aymoré, diretor de marketing da Positivo Informática, “o desejo inicial de quem compra o primeiro computador é acessar a internet e usar aplicativos como planilhas e processadores de texto. E a porta de entrada para o mundo da tecnologia ainda é o desktop”. O executivo ressalta que a segurança na hora da compra e a garantia do equipamento estão ajudando a diminuir a participação do chamado mercado cinza (máquinas montadas, muitas vezes, com componentes contrabandeados).

“A queda de preços, oferta de crédito e serviços de suporte e assistência técnica fi zeram com que ele despencasse de cerca de 80% em 2004, para 46% em 2007”, afirma o executivo.

Leia, na edição de abril da PC World, um superteste com 15 modelos de desktops, de modelos de baixo custo (abaixo de mil reais) a PCs para usar em casa ou no escritório. Já nas bancas.

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