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Brasileiros investem no desenvolvimento de aplicativos para Iphone

Pesquisa aponta que, em média, proprietários norte-americanos de iPhones gastam quase 10 dólares por mês com aplicativos; montante com a venda poderia chegar a US$ 4 milhões no Brasil

Jonathan Alcalá, Macworld Brasil

09/11/2009 às 17h43

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Ganhar dinheiro com aplicativos para iPhones e iPods touch, no Brasil, não é fácil. É preciso vencer a concorrência de mais de 100 mil aplicativos disponíveis, encarar a pirataria em alta e criar um produto que atenda também aos consumidores estrangeiros. Em alguns casos, conseguir uma boa empresa disposta a patrocinar seu projeto é a solução.

Segundo Gustavo Ambrozio, criador do aplicativo Brasileirão 2009 (com informações sobre o campeonato nacional de futebol) e do iEmbromation (software divertido que cria frases que parecem inteligentes mas não dizem nada), um aplicativo já pode ser considerado popular quando chega à lista dos 100 mais baixados. Para alcançar esse número, no Brasil, o programa precisa alcançar uma média de 100 downloads por dia. Mas, da mesma forma que chegam rapidamente ao topo, os programas caem no ranking em poucos dias.

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De toda a receita gerada com o software para iPhone, 70% fica com o desenvolvedor – o restante pertence à Apple. De acordo com uma pesquisa da AdMob feita com 727 proprietários norte-americanos de iPhones e iPods touch, são gastos, em média, 9,49 dólares por mês em aplicativos para iPhone e 9,79 dólares para o iPod touch. “Se fizermos uma projeção dessa média para o Brasil, com cerca de 500 mil iPhones em atividade, a movimentação fica em cerca de 4 milhões de reais”, avalia Ambrozio. Vale lembrar que a pirataria é um sério obstáculo para o crescimento da receita dos desenvolvedores. Em alguns casos, ela supera 60% dos downloads feitos.

Tiago Ardel Morais, desenvolvedor de jogos para iPhone, aposta que os games são os mais lucrativos. “A cada 15 downloads, 10 são jogos”, afirma. Segundo ele, o uso de aplicativos que oferecem serviços extras, como o do Pizza Hut,  nos Estados Unidos, que já gerou mais de um milhão de dólares, é um bom exemplo de serviços rentáveis que unem diversão e serviço.

Segundo Nunes, da Bitix, aplicativos que envolvem maior  conhecimento como, por exemplo, os da área médica ou jurídica, apesar de serem menos baixados, custam mais caro e fazem valer o custo/benefício. “O profissional vê vantagem em ter, em um único aplicativo, inúmeros livros, estudos e imagens, que podem ser consultados de maneira rápida e fácil”, avalia. "O lucro que um jogo vendido por 2 dólares consegue com 70 mil
downloads pode ser superado com menos de 500 downlaods de um app da área
médica cotato a 300 dólares", afirma Márcio Nunes, diretor geral da empresa desenvolvedora de aplicativos Bitix.

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