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Brasileiros gastam quase 2 horas em sites de uso pessoal no trabalho

De acordo com pesquisa da Websense feita com funcionários, tempo dedicado à internet para fins pessoais no ambiente corporativo caiu 55%.

Rodrigo Afonso, da COMPUTERWORLD

06/10/2009 às 14h38

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Estudo realizado pela empresa de segurança Websense indicou mudanças no comportamento dos funcionários de empresas brasileiras em se tratando do uso da internet. Os profissionais pesquisados admitem gastar 1,91 hora por semana em sites não relacionados ao trabalho, número 55% menor que a média semanal apurada na mesma pesquisa do ano passado (4,25 horas).

No entanto, o resultado não é compatível com o que os gestores de TI pensam sobre o acesso. Segundo eles, os funcionários das empresas em que trabalham gastam, em média, 5,3 horas por semana em sites não relacionados. Segundo o gerente de engenharia de vendas para a América Latina do Websense, esse dado pode indicar que as empresas falham em monitorar o que acontece na rede.

O perfil também mudou com relação aos sites visitados. Historicamente, sites de transações bancárias lideram a lista entre os mais acessados, mas na pesquisa deste ano os bancos on-line ficaram somente em terceiro lugar, acessados por 66% dos funcionários. Em primeiro lugar entre os mais acessados estão os sites de notícias, apontados por 96% dos pesquisados. Os sites governamentais assumiram o segundo posto (74%).

Para Fontão, o mercado já mostra a tendência de estabilização desses índices, uma vez que as pessoas estão cada vez mais educadas e conscientes de políticas da empresa com relação ao uso de diversos tipos de site, incluindo as redes sociais. No entanto, cabe à empresa monitorar esse uso.

A pesquisa aponta também um aumento grande do porcentual de funcionários que fazem uso de dispositivos USB no ambiente de trabalho, como pen drives ou tocadores de MP3. Em 2008, 19% dos funcionários usavam os equipamentos. Em 2009, o número subiu para 48%.

“Isso representa riscos para a organização e leva à necessidade de se implantar soluções na rede que impeçam vazamento de dados”, afirma Fontão. A pesquisa ouviu 700 pessoas em companhias com mais de 250 funcionários no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru e América Central.

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