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Browser do iPhone é o mais usado para navegação móvel nos EUA

São Francisco - Até março, o iPhone e o iPod Touch somaram 0,23% do tráfego, e os aparelhos que rodavam o Symbian ficaram em 2º lugar.

Infoworld/EUA

08/04/2008 às 9h52

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O iPhone está no mercado por só seis meses e seu browser já é o mais utilizado para acesso de celulares à internet nos Estados Unidos, de acordo com a empresa de análises StatCounter. Na segunda posição aparece o sistema operacional Symbian, usado em aparelhos da Nokia. Globalmente, as duas posições estão invertidas. Mas em ambos os casos, o Windows Mobile – em todas suas versões – não tem relevância.

Até março, o iPhone e o iPod Touch somavam 0,23% do tráfego nos EUA, enquanto os aparelhos da Nokia que rodavam o Symbian ficaram em segundo lugar – a StatCounter não informou a porcentagem de tráfego. Globalmente, a Nokia está na liderança com 0,25% dos acessos móveis e o iPhone e o iPod Touch em segundo lugar com 0,08%, mesmo estando disponíveis em apenas alguns países.

Outra analista de mercado, a Net Applications, coloca o iPhone e o iPod Touch em primeiro lugar de tráfego na internet globalmente, com 0,19%, contra 0,06% de todos os aparelhos baseados em Windows Mobile. A Net Applications não analisou o tráfego das plataformas Nokia.

Ao analisar o tráfego de browsers, a Net Applications classifica o Safari do iPhone e o da versão para desktop o mesmo aplicativo. O browser móvel Internet Explorer, da Microsoft, é responsável por 0,03% do tráfego; o browser Blazer, da Palm Treo tem 0,02% e o Opera-Mini responde por 0,04% do tráfego.

“O segredo do sucesso do iPhone é o fato de ele oferecer uma experiência completa de navegação”, disse Neil Mcdonald, analista da consultoria Gartner. Em comparação, o Windows Mobile é uma plataforma fragmentada, com versões diferentes para PDAs e smartphones, assim como uma versão do browser que não suporta totalmente HTML.

“O Windows Mobile tenta oferecer variadas funções, como rodar mini versões do Office, o que faz dele um sistema operacional que não agrada ninguém”, explicou Mcdonald. A Apple entrou no mercado depois, com seu próprio hardware capaz de oferecer a plataforma para rodar aplicativos simples ou complexos baseados em internet.  
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McDonal sugeriu à Microsoft que ela faça o mesmo, usando o Silverlight como o aplicativo complexo e uma versão do Internet Explorer como o aplicativo básico. Isso exigiria que a empresa entrasse no mercado de hardware para games para conseguir criar uma experiência completa para o usuário, como faz o iPhone.

Mesmo que tenha evitado essa possibilidade, os esforços com o Zune no mercado de MP3 demonstram que há chances de a Microsoft reconsiderar a separação de softwares e hardwares.

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