Câmeras DSLR são o novo alvo de hackers

Falha no protocolo que possibilita a transferência de imagens é a causadora do problema

Foto: Shutterstock
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As câmeras DSLR, conhecidas como profissionais por sua forma robusta e suas lentes imponentes substituíveis, são as que entregam fotografias com a melhor qualidade. Além disso, há pouco tempo, as marcas começaram a produzir essas câmeras com tecnologia Wi-Fi embutida para facilitar a transferência de vídeos e imagens sem a necessidade de cabos. Entretanto, essa melhoria pode trazer algumas dores de cabeça.

Segundo a Check Point Software Technologies, empresa que atua na área de segurança na internet, existe uma brecha que permite que malwares sejam instalados nas câmeras, até nas que não possuem acesso Wi-Fi. Mas, no caso dos dispositivos com conectividade, a tarefa fica ainda mais fácil para os hackers.

A falha se encontra no PTP (Picture Transfer Protocol), ou seja, no Protocolo de Transferência de Imagens, que, de acordo com o pesquisador Eyal Itkin, não possui autenticidade e permite conexões indesejadas, tanto via cabo USB quanto por Wi-Fi.

Um dispositivo externo, como um notebook ou smartphone, usa o PTP para solicitar que a câmera passe informações básicas, como o seu nível de bateria, e ela responde sem maiores esforços – é por esse canal que o invasor consegue acesso a outros dados.

Com fotos e vídeos em mãos, o hacker pode bloquear o cartão de memória para o usuário e pedir que ele pague para ter seus arquivos de volta.

Itkin até fez um vídeo demonstrando como é fácil para que invasores mal-intencionados se aproveitem dessa brecha:

Por ora, apenas as câmeras DSLR da Canon são afetadas por essa falha. A empresa chinesa foi notificada em março, mas não foi capaz de solucionar o problema.

Via New Scientist

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