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Câmeras memorizam rostos, montam panorâmicas e fotografam em 3D

Novidades na feira internacional de imagem destacam principalmente as funções em detrimento dos megapixels. Confira alguns modelos.

Monica Campi, PC World

12/08/2009 às 12h55

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A 17ª edição da PhotoImage Brazil, feira de imagem que acontece de 11 a 13 de agosto no Centro de Exposição Imigrantes, em São Paulo, traz desde modelos que já estão à venda no Brasil, até novidades que devem desembarcar por aqui até o fim do ano.

O foco dos fabricantes foram as câmeras digitais compactas, que visam mais o consumidor final, principalmente depois da queda de 9% nas vendas desses eletrônicos no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. 

Alguns fabricantes também se preocuparam em modificar o formato do corpo das câmeras, investindo em um design mais retrô, até para conquistar os usuários mais antigos que têm “medo” de utilizar a tecnologia digital para fotografar.

Exemplo disso é a bela câmera Lumix DMC-LX3, da Panasonic. A máquina lembra os primeiros modelos de câmeras analógicas, em especial as da marca alemã Leica, com um corpo mais robusto e bom acabamento. Mas a aparência antiga não deixa de lado a tecnologia avançada. Por isso, a Panasonic visa um público que já tenha conhecimentos de fotografia, pois este modelo possui muitos recursos manuais.

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Modelo LX3 lembra as câmeras Leica (que é parceiro da Panasonic)

Prevista para chegar ao mercado brasileiro em meados de setembro (por 2.699 reais), a LX3 tem 10 megapixels, visor de 3 polegadas, lentes Leica F2.0 e grande-angular de 24mm (juntamente com a câmera, a Panasonic também apresentou o kit de lentes cambiáveis que poderão ser usadas nesta máquina), sapata para encaixar o flash e também grava vídeos em VGA e alta definição (HD dinâmico).

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A Panasonic também trouxe novas cores para o modelo Lumix DMC-TS1, que é a prova de água (até 3 metros de profundidade), resistente a choques (até 1,5 metro de altura) e tem a função de identificação facial, que memoriza o rosto de até 6 pessoas diferentes na mesma foto.

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Lumix TS1: resistente à água e dura na queda

E também apresentou novas lentes cambiáveis para o modelo Lumix G1, sua aposta para o mercado profissional de SLRs. A câmera é mais leve, pois usa um sistema diferente dos espelhos utilizados nas SLRs para capturar a imagem no processador. Além disso, tem múltiplos pontos de autofoco e também auxilia o fotógrafo nesta função, dando um zoom até onde está o objeto principal a ser fotografado, permitindo que o fotógrafo veja com mais detalhes onde e como está o foco de sua imagem.

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Elogiada por profissionais, Lumix G1 ainda é cara: 4.999 reais

A linha PowerShot da Canon, além de fazer vídeos em alta definição, detectam pessoas com olhos fechados na foto e também trazem um recurso que permite visualizar as imagens apenas balançando a câmera. Um dos modelos, a PowerShot A480 permite focar até 35 rostos ao mesmo tempo na hora de enquadrar a fotografia.

A Kodak apostou em modelos que possam facilitar o upload de conteúdos para o Youtube. Os modelos EasyShare C140, C180 e C182, com resoluções de 8,2, 10,2 e 12 megapixels, respectivamente, vêm com recursos de estabilização de imagem e detecção de rostos, além do software Kodak EasyShare para compartilhar vídeos com o YouTube.

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Cybershot DSC-HX1 captura 6 imagens contínuas e cria com elas uma única imagem panorâmica

Já a Sony teve como destaque a Cybershot DSC-HX1, primeiro modelo compacto que dispõe da função Sweep Panorama. Com a função panorâmica por varredura, a câmera captura imagens continuamente, unindo-as automaticamente, tanto em paisagens horizontais quanto verticais.

Mas o grande destaque mesmo ficou com a câmera FinePix Real 3D W1, da Fujifilm, que tira fotos e grava vídeos em 3D. Apesar de seu tamanho pouco compacto (mede 12,3 por 6,8 por 2,7 centímetros e pesa 260 gramas), seu visor de 2,8 polegadas oferece uma boa visualização. Porém, observar o efeito 3D por muito tempo pode causar tonturas.

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FinePix Real 3D W1: imagens tridimensionais convincentes

A máquina possui duas lentes Fujinon cada uma com 10 megapixels de resolução e um processador CCD para cada lente. Além de 3x de zoom óptico e ISO de até 1600. Cada uma dessas lentes registra a mesma imagem e um software embutido na câmera faz o serviço de juntá-las e criar o efeito tridimensional, sem a necessidade de usar um óculos especial. Mas se preferir a câmera também registra fotos e vídeos em 2D.

O único problema é que para visualizar as fotos e vídeos em 3D fora da câmera, será preciso adquirir um porta-retrato digital especial da própria Fuji (que possui resolução de 800x600 pixels e tela de 8 polegadas) ou então imprimi-las em um papel especial (que lembra muito aqueles efeitos 3D que víamos em cartões na década de 80), que recebe uma camada de uma lâmina especial que cria esse efeito tridimensional.

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Grande, a Real 3D W1 lembra em menor proporção o videogame portátil PSP, da Sony

Tanto os produtos e acessórios, quanto a câmera Real 3D só chegarão ao mercado brasileiro no final do ano (mundialmente será lançada em setembro), ainda sem preço definido. No Japão ela já está a venda por 600 dólares e cada impressão (10x15 centímetros) custa em média 5 dólares. Portanto, prepare o bolso se quiser uma tecnologia dessas com você.

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