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Caminhar poderá ser suficiente para carregar smartphones e MP3 players

Tecnologia desenvolvida em universidade dos EUA usa nanofios de óxido de zinco para gerar eletricidade

Por Agam Shah / IDG News Service (NY)

19/05/2010 às 16h20

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Pesquisadores do Georgia Institute of Technology, nos EUA, estão coletando energia elétrica através de atividades como caminhadas ou corridas, e que pode ser usada para recarregar smartphones e players de música no futuro.

Para que isso ocorra, os cientistas estão desenvolvendo nanofios feitos de óxido de zinco, capazes de gerar um campo elétrico através da força ou movimento. O óxido de zinco tem um potencial piezoelétrico, que fornece capacidade para que os nanofios convertam a energia mecânica em energia elétrica.

Testes feitos em laboratório geraram cerca de 1,2 volts de energia apenas tocando um substrato com 700 linhas de nanofios. Os eletrodos de conexão das linhas dos nanofios foram gerados na saída elétrica. Segundo Zhong Lin Wang, professor e diretor do Centro de Caracterização em Nanoestruturas do Georgia Institute of Technology, “eletrônicos de consumo estão ficando menores de forma cada vez mais rápida, mas as baterias não conseguem acompanhar isso. E qualquer ação física que dobra o substrato cria energia”. A produção de eletricidade depende também do número de nanofios e a resistência dos materiais.

“Movimentos contínuos ou pressão mecânica podem gerar energia adicional”, disse Wang. “Por exemplo, caminhar em um ritmo normal poderia gerar dez vezes mais energia do que batendo”.  Os pesquisadores ainda não realizaram testes de campo, mas em até três anos, eles esperam criar substratos pequenos e estáveis o suficiente para implementar em dispositivos de baixa potência, tais como transmissores Bluetooth. E em até cinco anos, a tecnologia pode ser capaz de funcionar e recarregar celulares e players com caminhadas ou corridas.  Para comercializar essa tecnologia, os cientistas do instituto criaram uma empresa chamada Piezodyne.

'Outras empresas vêm pesquisando formas de coletar a energia de outras fontes de energia livre. A Intel, por exemplo, está trabalhando em pequenos sensores que podem captar energia a partir da luz solar e o calor do corpo, o que imprimiria eletricidade para dispositivos eletrônicos por períodos indefinidos, sem a necessidade de recarga. Alguns aparelhos, como relógios, já estão sendo alimentados pelo calor corporal.

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