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Carregadores genéricos testados pela Proteste decepcionam

Apesar do valor mais em conta, na maioria das vezes a relação custo/benefício não compensa, segundo a associação de defesa do consumidor

Da Redação

14/11/2018 às 14h37

Foto: Shutterstock

Boa parte dos carregadores de smartphones, após um determinado tempo de uso, pode ser danificado, seja por manuseio incorreto ou apenas devido ao desgaste dos seus componentes. Alguns consumidores, optam por comprar um carregador similar ao original como reposição. Mas é preciso ter cuidado com estes produtos genéricos, segundo um teste realizado pela Proteste, associação dos consumidores. Os carregadores não originais podem demorar a carregar o aparelho celular e provocar outros problemas mais graves, como superaquecimentos e explosões.

A associação alerta que o uso de um carregador similar ao original pode fazer com que o consumidor tenha que esperar praticamente o dobro de tempo para contar com a bateria 100% cheia. Para verificar a compatibilidade dos carregadores com os aparelhos celulares, basta realizar uma consulta ao manual de instruções e verificar se a corrente de saída (out put) é equivalente a corrente exigida para seu modelo.

O valor de alguns carregadores não originais pode ser mais atrativo, porém, as vantagens em tê-lo, segundo a Proteste, não são muitas. Para chegar a estas conclusões, a associação avaliou alguns tipos de carregadores similares aos originais. De todos, os produtos testados da marca Geonav foi o que obteve pior resultado: a corrente de saída medida (0,75 A) equivale a 22% do indicado na embalagem (3,4 A). Vale ressaltar que, ante o original, o preço cai apenas R$ 11,20.

Em seguida, vem o da marca Multilaser, com resultado de entrega em 32%, o equivalente a 0,65 A, em relação ao prometido (2,1 A). Logo, ao optar por um carregador similar e não pelo original, o aparelho demorará muito mais para ficar com a carga completa. Enquanto o original toma menos de 3 horas para deixar o celular com a bateria totalmente cheia, os demais precisarão de, no mínimo, 3 horas e 24 minutos.

A associação ainda observou que os produtos com mais de uma entrada USB, ou seja, que carregam dois ou mais celulares ao mesmo tempo, disponibilizam as correntes já divididas e direcionadas para cada uma delas. O correto, porém, seria que elas só se dividissem no caso de o consumidor carregar mais de um smartphone ao mesmo tempo. De qualquer forma, o mínimo esperado era que pelo menos 1 A fosse direcionado para cada saída, o que, de acordo com o teste, não acontece.

Medida de corrente
É pelo valor de corrente dada em Ampére (A), que o consumidor deve selecionar o carregador que vai comprar no caso do original der defeito. Para isso, o consumidor deve consultar no manual de instrução do seu celular e verificar qual corrente de entrada (in put) seu modelo exige e assim escolher o carregador que informa enviar, no mínimo, esta medida de corrente. Cabe ressaltar, que se o celular exigir 1 A, o fato de você selecionar um carregador que disponibiliza 2 A, o carregamento não será mais rápido, pois o celular vai absorver no máximo 1 A. Caso o modelo exija 2,1 A, não vale a pena comprar um carregador que disponibiliza 1 A, pois o carregamento da bateria irá demorar.

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