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Caso iPhone 4G: vazam detalhes dos depoimentos

Apple afirma que o caso vai gerar "forte queda nas vendas" de seus celulares; empresa já conhecia o homem que vendeu o aparelho

Computerworld/EUA

17/05/2010 às 9h14

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Executivos da Apple disseram à polícia que a publicação de fotos e vídeos de um protótipo do iPhone 4G causou um “enorme dano” à companhia e representa uma “gigantesca perda”, segundo dados revelados  recentemente (apesar do sigilo imposto inicialmente sobre o caso).

Os documentos foram divulgado na sexta (14/5) e mostram detalhes de uma reunião entre a polícia e a Apple que culminaram com a invasão pelas autoridades da casa do editor do blog Gizmodo, Jason Chen. Na oportunidade, vários computadores foram confiscados.

Em abril, o Gizmodo publicou fotos e vídeos de um protótipo do futuro iPhone 4G, que teria sido perdido em um bar por um engenheiro da Apple. Mais tarde, a publicação admitiu que pagou 5 mil dólares pelo smartphone, pratica questionada no meio jornalístico.

 

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O protótipo revelado pelo Gizmodo: "grande prejuízo" para a Apple

Os documentos divulgados dão conta de que no dia 20 de abril, do detetive Matthew Brand, de San Mateo, teve um encontro com Bruce Sewell, conselheiro da Apple;  Rick Orloff, diretor de segurança da Apple; e George Riley, advogado do escritório O'Melveny and Myers, que representa a empresa de Steve Jobs. Durante a reunião, Riley disse a Brand que a divulgação prematura de detalhes do iPhone causou um forte prejuízo à Apple.

“Ao divulgar detalhes sobre o telefone e seus recursos, as vendas dos produtos atuais da Aple foram afetadas. Pessoas que poderiam comprar o modelo atual  podem adiar sua compra, para esperar o novo equipamento. Isso afeta as vendas globais e a receita da Apple”, disse Riley. Perguntado sobre o prejuízo estimado, Riley disse que não saberia calculá-lo, mas disse que ele era “enorme”.


O depoimento também revela que Apple conhecia a identidade do homem que vendeu o protótipo de iPhone para o Gizmodo, no mesmo dia que o blog publicou a história.

Segundo o depoimento de Brand, Katherine Martinson, que se identificou como colega de quarto de Brian Hogan, apontado como o vendedor do iPhone 4G, afirmou que entrou em contato com a Apple porque estava preocupada com a possibilidade de ser envolvida no caso. Hogan teria usado o computador dela para  conectar o iPhone roubado. Ela acreditava que a Apple poderia rastrear seu endereço IP e chegar até Katherine.

Ela e outras pessoas teriam tentado convencer o acusado a devolver o celular, pois a divulgação poderia prejudicar a carreira do engenheiro que perdeu o aparelho. Martinson teria dito que isso era um problema dele, que “não deveria ter perdido o iPhone”.

Na semana passada, um site do Vietnã divulgou novas imagens do que seria mais um “protótipo perdido” do iPhone 4G. O novo celular da Apple deve ser lançado no dia 7 de junho, na WWDC.

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